Fitch afirma Rating ‘AAA (bra)’ do Banco Société Générale Brasil

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A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou nesta sexta-feira o rating nacional de longo prazo ‘AAA (bra)’ e de curto prazo ‘F1+(bra)’ do Banco Société Générale Brasil S.A. (BSGBr). A perspectiva do rating nacional de longo prazo é estável.

O grupo, de origem francesa, está no Brasil desde 1967, combinando seus serviços de banco comercial e de banco de investimento. Composto por três empresas, o grupo SG emprega mais de 350 colaboradores atendendo mais de 900 mil clientes no país.

Segundo a agência, a afirmação do rating reflete o contínuo suporte do controlador do BSGBr, o Société Générale S.A. (SG, IDR – Issuer Default Rating – Rating de Inadimplência do Emissor – de Longo Prazo ‘A-’/Perspectiva Estável). “Os ratings são altamente influenciados pelo pequeno porte da subsidiária em relação à matriz, já que qualquer suporte necessário não seria relevante em relação à capacidade de provimento da controladora”, explicou no relatório a agência.

A Fitch também considera a elevada influência do papel da subsidiária no grupo. O BSGBr exerce importante papel no desenvolvimento e no suporte das operações do grupo no país e na América Latina.

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Risco

A agência também incorpora a elevada influência do risco de transferência e conversibilidade, que é capturado no teto-país, no rating do BSGBr. O risco pode limitar a capacidade do banco para utilizar o apoio da matriz de forma completa e oportuna. Entretanto, a força creditícia do controlador em relação a outras instituições financeiras brasileiras, com IDR sete graus acima das classificações soberanas do Brasil, permite classificar o BSGBr no nível mais alto da escala nacional.

O perfil financeiro do banco não tem impacto direto sobre seus ratings, mas a Fitch ressalta que ele está estável desde a última revisão.

A maioria das receitas do banco é gerada por sua tesouraria, embora as operações de crédito sejam importantes. O BSGBr apresentou lucro de R$ 60 milhões ao final de junho de 2021, 7,7% superior ao do mesmo mês do ano anterior. A alta se deve ao positivo impacto das receitas de serviço, pois o banco assumiu as operações cambiais do grupo para a América Latina.

Carteira de crédito

No primeiro semestre deste ano, o saldo da carteira de crédito apresentou leve queda na comparação com o mesmo período de 2020, para R$ 2,04 bilhões, de R$ 2,20 bilhões. Apesar da concentração de sua carteira (usual para o segmento), com os vinte maiores tomadores representando 67,7% do total, os indicadores de qualidade de crédito do BSGBr permanecem adequados. Em junho, os créditos “D-H” correspondiam a baixos 0,23% do total. A Fitch acredita que a instituição continuará crescendo conservadoramente.

A Fitch afirmou que a estrutura de captação é estável, e o SG continua sendo a principal fonte de captação do BSGBr. As entidades ligadas ao grupo no exterior historicamente respondem por mais de 90% da captação.

Capitalização

A capitalização também é sustentada pelo SG em períodos de necessidade de capital. O índice de capital regulatório do BSGBr foi de elevados 37,5% em junho de 2021, percentual confortavelmente acima do mínimo regulatório. O banco entrou em acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em um processo que investigava irregularidades em operações de tesouraria com o SG. O desembolso do valor do acordo foi feito em 30 de junho de 2021, e a Fitch não espera impactos negativos nos ratings do BSGBr após a finalização do processo.

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