Fitch atribui rating nacional de longo prazo AAA ao BancoSeguro

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Cotações (ilustração Pixabay)

A Fitch Ratings atribuiu, nesta segunda-feira, o rating nacional de longo ‘AAA (bra)’ — melhor classificação de crédito –e o rating nacional de curto prazo ‘F1+(bra)’ ao BancoSeguro S.A. A perspectiva do rating nacional de longo prazo é estável. O BancoSeguro é uma subsidiária do grupo Pagbank em ativos e receitas. A empresa, que é listada na Bolsa de Valores de Nova York, é um provedor de serviços financeiros com foco em consumidores, empreendedores individuais, micro e pequenas e médias empresas no Brasil. Oferece produtos como crédito consignado, investimentos (CDBs, fundos) e soluções de pagamento.

O grupo é considerado um dos maiores do mercado de adquirência no país, com mais de 6,3 milhões de lojistas ativos (17,8 milhões de clientes ativos considerando o segmento de varejo) e participação de mercado de 16%.

Os ratings do BancoSeguro se baseiam na visão da Fitch de que as operações da entidade estão totalmente integradas às de sua controladora, o grupo Pagbank, em termos de gestão, sistemas e estratégia – o que, para a Fitch, se reflete em um perfil de crédito altamente correlacionado. De acordo com a metodologia da agência, em casos de perfis de crédito fortemente relacionados, são atribuídos ratings de grupo.

Em 2024, o grupo reportou receita operacional líquida (Total Operating Income – TOI) de R$ 15 bilhões, o que representou um aumento de 18% frente ao mesmo período do ano anterior.

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A Fitch destaca que, apesar do crescimento mais próximo ao do registrado pela indústria, o Pagbank expandiu suas atividades durante os primeiros nove meses de 2025 (9M25), atingindo receita próxima a R$ 15 bilhões e lucro líquido de R$ 1,6 bilhão (18% e 7% acima dos reportados em setembro de 2024, respectivamente).

Perfil de risco

A agência informa que o principal risco de crédito provém da antecipação das transações de cartões realizadas por meio das máquinas de lojistas e, em menor escala, das atividades de crédito contabilizadas em seu balanço. O Pagbank também enfrenta os riscos de contestação e cancelamento de compras feitas. Os riscos operacionais incluem indisponibilidade de sistemas e ameaças cibernéticas que possam acarretar riscos reputacionais relevantes, comuns ao setor.

Em setembro de 2025, mais de 76% dos ativos do Pagbank eram relacionados a recebíveis de cartão, distribuídos entre os principais emissores do país, enquanto a carteira de crédito líquida representava em torno de 5% do ativo total. A inadimplência da carteira de crédito no período, com atrasos superiores a 90 dias (Non Performing Loans – NPLs), se manteve baixa – 2,6%, frente a 2,3% ao final de 2024.

A rentabilidade do Pagbank segue elevada. Nos 9M25, a instituição reportou resultado operacional antes de impostos sobre ativo total médio de 3,4% e retorno sobre patrimônio líquido médio (ROAE) de 14,6%, considerado bom. A Fitch ressalta, ainda, a elevada margem de EBITDA (EBITDA sobre receita total) do grupo, que ficou próxima a 46,8% em setembro de 2025, frente a 41,6% em dezembro de 2024.

A Fitch acredita que a instituição continuará reportando melhora nos resultados em 2026 (incluindo margens financeiras), com a expectativa de queda da taxa Selic (hoje em 15% a.a).

Dívida

Apesar do crescimento no volume transacionado, da antecipação de recebíveis de cartões e do aumento da carteira de crédito nos últimos anos, a alavancagem do grupo se manteve confortável e abaixo da de seus pares. Em setembro deste ano, o Pagbank reportou dívida bruta sobre patrimônio tangível de 2,7 vezes, frente a 2,5 vezes em dezembro de 2024.

Por determinação regulatória, os saldos de moeda eletrônica devem ser aplicados em títulos públicos federais ou investidos nos fundos ou contas do Banco Central do Brasil (Bacen), e não podem ser utilizados para financiar operações. Em setembro de 2025, a posição total de caixa do grupo era de R$1,4 bilhão – suficiente para cobrir em cerca de 0,3 vez seus vencimentos de curto prazo.

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