Fitch melhora classificação da Usiminas

A Fitch Ratings elevou os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) de Longo Prazo em Moedas Estrangeira e Local da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) para ‘BB’, de ‘BB–’, e seu Rating Nacional de Longo Prazo para ‘AA+(bra)’, de ‘A+(bra)’.

Lembrando que a Usiminas (USIM5) registrou, no primeiro trimestre deste ano, o seu melhor resultado de vendas desde 2015. A receita líquida da empresa atingiu R$ 7,066 bilhões, resultado 29% superior aos R$ 5,474 bilhões do quarto trimestre do ano passado e 86% maior que os três primeiros meses de 2020, quando atingiu R$ 3,808 bilhões.

Conformo o balanço da companhia, foram vendidas1,3 milhão de toneladas de aço, sendo, para o mercado interno, 1,2 milhão de toneladas – o melhor resultado desde 2014. Em comparação com o último trimestre de 2020, o aumento das vendas foi de 10,6%. Quando comparado com os três primeiros meses de 2020, a elevação foi de 6,7%.

A Fitch elevou para ‘BB’, de ‘BB–’, o rating das notas seniores sem garantias reais com vencimento em 2026, emitidas pela Usiminas International S.a.r.l. e garantidas pela Usiminas. A Perspectiva dos IDRs em Moedas Estrangeira e Local e do Rating Nacional de Longo Prazo da Usiminas permanece Estável.

A elevação dos ratings reflete os baixos patamares de dívida absoluta e relativa da Usiminas, seu administrável perfil de amortização da dívida e desempenho, apesar da pandemia de coronavírus, bem como a manutenção de um perfil operacional sólido, em meio a um ambiente favorável para o aço no Brasil, após o pior momento da pandemia”, explicou em relatório a agência de classificação de risco.

Fundamentos

De acordo com as projeções da Fitch, a alavancagem líquida da Usiminas cairá para 0,2 vez em 2021, de 1,0 vez em 2020 e 1,9 vez em 2019. O Ebitda da companhia deve aumentar para R$ 6,5 bilhões em 2021, de R$ 2,6 bilhões em 2020. O fluxo de caixa livre (FCF) atingirá R$ 1,7 bilhão, devido aos crescentes investimentos, capital de giro, impostos e dividendos.

As projeções da Fitch consideram vendas de 8,7 milhões de toneladas de minério de ferro, preços médios do minério de ferro de USD160/tonelada, R$ 1,5 bilhão em investimentos e um aumento no Ebitda/tonelada do aço para USD132/tonelada.

Retomada de investimentos, realinhamento e preparativos para uma parada reprogramada do alto-forno 3 em meados de 2023 são as principais razões para o aumento dos investimentos para R$1,5 bilhão, de R$800 milhões em 2020.

Sólido Panorama para o Aço: As vendas de aço da Usiminas devem crescer para 5,3 milhões de toneladas em 2022 e 5,5 milhões de toneladas em 2023, de 3,7 milhões de toneladas em 2020.

Elevação do preço do minério de ferro

Os preços do aço continuam altos no Brasil, em meio às restrições de oferta. Durante 2020, os volumes de produção no Brasil caíram 4,5%, enquanto o consumo aparente aumentou 1,2%. O consumo de aços planos no período de janeiro a abril de 2021 foi 45% maior do que há um ano, de acordo com o Instituto Aço Brasil. Isto é muito favorável para a Usiminas, considerando sua grande participação na produção de aços planos utilizados na produção de automóveis e produtos da linha branca. Em abril de 2020, a Usiminas fechou dois altos-fornos, devido à fraca demanda, mas os reiniciou desde então

Nos últimos dois anos, o desempenho da Usiminas foi impulsionado pelos preços elevados do minério de ferro em todo o mundo. Isto permitiu à companhia financiar investimentos com forte fluxo de caixa e continuar a reforçar sua posição de liquidez. Os altos preços spot do minério de ferro são impulsionados pela forte demanda da China, que deixou o mercado deficitário. As restrições de oferta devem diminuir em 2022, e a Fitch está usando os preços de USD100/ton em 2022 e USD80/ton de 2023 em diante para suas projeções financeiras.

A Fitch mede a relação entre a geração de fluxo de caixa em um país ou uma região em relação à despesa bruta de juros em moeda forte durante um período de três a cinco anos para determinar o Teto-país aplicável a uma empresa. Se o Teto-país ‘BB’ do Brasil fosse rebaixado, a Fitch continuaria classificando a Usiminas em ‘BB’, pois o fluxo de caixa da companhia gerado pelas exportações lhe permitiria cobrir confortavelmente o serviço da dívida em moeda forte.

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