Fitch Ratings atualiza metodologia de Rating de Seguros

A Fitch Ratings, agência de classificação de risco, publicou nesta sexta-feira relatório de atualização de sua Metodologia de Rating de Seguros. Segundo a agência, a nova Metodologia de Rating de Seguros substitui a anterior, de mesmo nome, publicada em 15 de abril de 2021.
O relatório atual descreve a metodologia da Fitch para atribuir e monitorar ratings em escala internacional de Força Financeira de Seguradora (FFS), IDRs (Issuer Default Ratings–Ratings de Inadimplência do Emissor) e ratings de títulos híbridos e de dívida da indústria global de seguros e resseguros. Isto inclui ratings dos setores não vida (ramos elementares ou seguros gerais) vida/vitalício, contra acidentes pessoais/seguros de saúde, garantia financeira, seguro habitacional e takaful.
A metodologia abrange os ratings de seguradoras operacionais, sendo o mais comum o de FFS. Os ratings de FFS analisam a capacidade de a seguradora pagar as obrigações de sinistros de maneira integral e oportuna e funcionam como “rating âncora”, a partir do qual a maioria dos outros ratings de seguros é derivada.
Os ratings de FFS são o principal foco da análise de fundamentos de crédito da Fitch, movida pela revisão de até 10 fatores-chave de crédito, definidos no relatório. Além disso, como muitas companhias operacionais fazem parte de grupos maiores, o relatório inclui diretrizes que descrevem como os ratings de FFS de alguns membros influenciam os ratings de FFS de outros do mesmo grupo. Esta metodologia também abrange ratings de instrumentos híbridos e de dívida emitidos por entidades de seguros, incluindo holdings e companhias operacionais. Estes ratings são movidos, primeiro, pela atribuição de um IDR para cada entidade emissora e derivam de um rating de FFS.
“Os IDRs funcionam como âncora para as várias classes de ratings de emissões de dívida e de títulos híbridos. Tanto o IDR como os diferentes ratings de emissão são movidos pela aplicação das diretrizes de graduação definidas nesta metodologia”, destaca o relatório.

Governança corporativa

Na nova metodologia, Governança Corporativa deixou de ser um fator de crédito para se tornar um subcomponente de um novo fator de crédito, Perfil Corporativo, que também engloba Perfil de Negócios. A abordagem de sub-score de Perfil de Negócios não foi alterada. A Governança Corporativa será analisada de acordo com quatro subcomponentes: estrutura de grupo, estrutura de governança, transparência financeira e grandes questões ou incertezas cíveis/criminais. O score de Perfil Corporativo começará com o sub-score Perfil de Negócios, mas pode ser reduzido se o sub-score Governança Corporativa for classificado como Pouco ou Minimamente Favorável, segundo as novas diretrizes.

O Perfil de Indústria e Ambiente Operacional (IPOE, na sigla em inglês) ganhou nova redação, a fim de diminuir o uso de IPOEs específicos. O novo texto dá mais clareza ao processo de seleção global ou específico de país em alguns setores.
O seguro de crédito corporativo foi adicionado à metodologia como um setor à parte. Isto significa que seguradoras atuantes nessa linha não serão mais analisadas de acordo com os critérios de seguros não-vida. Isto engloba a introdução de índices específicos de seguros de crédito corporativo e outras diretrizes quanti e qualitativas, como um score IPOE isolado.
Novas diretrizes foram adicionadas para embasar ratings de holdings de seguros com significativos fluxos de caixa “corporativos”. Foram definidos novos parâmetros, ligados à contribuição de receitas não reguladas por cobertura de despesas fixas e receitas gerais, e as premissas aplicáveis de recuperação para fins de graduação.

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