Fitch rebaixa nota do Brasil para -BB

A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da dívida soberana do Brasil para -BB...

Mercado Financeiro / 17:09 - 23 de fev de 2018

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A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da dívida soberana do Brasil para -BB com perspectiva estável. A nota anterior era BB com perspectiva negativa. Com o rebaixamento, o Brasil se mantém entre os países que não têm o selo de bom pagador.

Segundo a Fitch, o rebaixamento deu-se em razão dos grandes e persistentes déficits fiscais e pelo peso da dívida do governo, que segue crescente, além de falta reformas que melhorem o desempenho estrutural das finanças públicas.

A agência cita ainda como fator para o rebaixamento a decisão do governo de adiar a votação da reforma da Previdência. Isso "representa um importante revés na agenda de reformas que mina a confiança de médio e longo prazo na trajetória da dívida pública e o compromisso político para abordar o problema". Diz, também, que os investimentos caíram para "novos mínimos".

De acordo com a Ficht, o cenário político para 2018 continua a ser um desafio e seria necessária uma forte liderança política e governabilidade para avançar nas reformas, aumentar o crescimento e reduzir as preocupações com a sustentabilidade da dívida no médio e longo prazo.

No mês passado, agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixou o Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento com perspectiva estável.

De acordo com Pedro Raffy Vartanian, professor do Mestrado Profissional em Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, "o desequilíbrio fiscal gera incerteza em relação a capacidade de o Brasil honrar os compromissos no futuro, já que o déficit elevado resultou em uma trajetória dívida/PIB que é preocupante. O número, que já ficou próximo de 50% e permitiu que o país alcançasse o grau de investimento em 2008, passou a assumir uma trajetória de crescimento e algumas projeções sugerem que a razão pode ultrapassar os 100% em 2020."

 

Com informações da Agência Brasil

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