Flexibilidade aumenta conexão com a cultura da empresa

Política de benefícios adaptada aos modelos remotos permite que profissionais se sintam vistos, mesmo que fisicamente não sejam

Uma das maiores preocupações para as empresas com a consolidação do home office e do modelo híbrido se refere à conexão dos colaboradores com a cultura corporativa. Apesar disso, ao contrário do que sugere o senso comum, uma pesquisa que acaba de ser divulgada pelo Gartner mostra que quanto mais maleável é uma organização com relação às normas estabelecidas para seus funcionários, maiores são os níveis de identificação das equipes com seus processos e objetivos.

De acordo com o estudo, 53% dos profissionais que tinham flexibilidade radical com relação à quando, onde e como realizam suas atividades afirmaram ter alta conexão com a cultura de suas empresas. Por outro lado, apenas 18% relataram o mesmo tipo de sentimento entre aqueles que desfrutam de menos flexibilidade. Para a realização do trabalho foram entrevistados mais de 3.900 trabalhadores em dezembro de 2021.

O Gartner adverte que, para impulsionar a conexão cultural por intenção, os líderes de RH devem identificar os momentos em que os funcionários têm maior probabilidade de se ‘sentirem’ vistos ao invés de ‘serem’ vistos. A consultoria afirma que estas situações de proximidade emocional ocorrem quando um colaborador se sente importante, valorizado e reconhecido.

Neste sentido, uma das ferramentas mais importantes é a política de benefícios. O CEO da Otimiza, Anderson Belem, explica que as empresas têm buscado seguir esta tendência de adaptação aos novos tempos tornando os instrumentos de auxílio mais flexíveis e garantindo a autonomia de uso para os trabalhadores.

“No modelo tradicional são as empresas que decidem, por exemplo, o valor médio que a pessoa vai usar por dia no transporte ou quanto ela vai gastar para almoçar, assim como o tamanho de sua cesta básica. Mas, considerando que o modelo de trabalho híbrido já é uma realidade, este tipo de rigidez se torna totalmente desconectado do dia a dia”, afirma.

O executivo diz que para adotar uma política flexível que contribua para engajar o colaborador com a cultura da empresa, é preciso evoluir para a distribuição de um valor de consenso entre as duas partes de forma que quem quiser gastar mais no almoço, saberá que será necessário economizar mais no transporte ou em outro aspecto de benefício. “A autonomia do usuário será a tendência dos benefícios do futuro do trabalho e desta forma eles serão protagonistas na definição dos níveis de conexão dos trabalhadores com a cultura das empresas”, diz.

Segundo a pesquisa do Gartner, as organizações que conseguem conectar os funcionários à sua cultura podem aumentar o desempenho dos funcionários em até 37% e a retenção em até 36%.

“No ambiente de negócios volátil de hoje, esses ganhos se traduzem em uma vantagem competitiva significativa”, disse a diretora da prática de RH do Gartner, Alexia Cambon.

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