FMI: aplicar US$ 50 bilhões para mundo crescer US$ 9 trilhões até 2025

Georgieva: economias avançadas ficariam com mais de 40% do ganho extra.

As disparidades na recuperação econômica dos países entre os países ricos e os mais pobres aumentarão ainda mais. Os primeiros têm amplo acesso a vacinas, diagnósticos e terapêuticas, enquanto os segundos ainda lutam para inocular os profissionais de saúde da linha de frente.

No final de abril, menos de 2% da população da África havia sido vacinada. Em contraste, mais de 40% da população dos Estados Unidos e mais de 20% da Europa receberam pelo menos uma dose da vacina.

Para atacar esta disparidade, as duas principais dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) – Kristalina Georgieva, diretora-geral, e Gita Gopinath, economista-chefe – escreveram, em conjunto com o economista Ruchir Agarwal, um texto em que propõem uma ação coordenada que teria um custo total de cerca de US$ 50 bilhões e incluiria doações, recursos do governo nacional e financiamentos.

“Acabar com a pandemia é um problema solucionável, mas requer uma ação global mais coordenada”, salientam. “Um fim mais rápido para a pandemia também poderia injetar o equivalente a US$ 9 trilhões na economia global até 2025 devido a uma retomada mais rápida da atividade econômica. As economias avançadas, provavelmente as que mais gastariam nesse esforço, veriam o maior retorno sobre o investimento público da história moderna – capturando 40% dos US$ 9 trilhões acumulados em ganhos do PIB global e cerca de US$ 1 trilhão em receitas fiscais adicionais.”

Governos do G20 podem arcar com a lacuna de financiamento de subsídios de US$ 22 bilhões observada pelo Acelerador de Acesso às Ferramentas Covid-19 (ACT). “Isso deixa uma estimativa de US$ 13 bilhões em contribuições adicionais de subsídios.”

O restante do plano de financiamento geral – cerca de US $ 15 bilhões – poderia vir de governos nacionais, potencialmente apoiados pelos mecanismos de financiamento Covid-19 criados por bancos multilaterais de desenvolvimento.

 

Os pontos destacados pelo FMI

1 – Fornecer subsídios iniciais adicionais para a Covax de pelo menos US$ 4 bilhões. Este financiamento ajudará a finalizar pedidos e ativar a capacidade de vacinas não utilizadas.

2 – Garantir o livre fluxo transfronteiriço de matérias-primas e vacinas prontas. Tais restrições estão colocando em risco o acesso a vacinas para bilhões de pessoas no mundo em desenvolvimento.

3 – Doar vacinas excedentes imediatamente. “Projetamos que pelo menos 500 milhões de imunizações (equivalentes a cerca de 1 bilhão de doses) possam ser doados em 2021, mesmo que os países deem preferência às suas próprias populações. As doações, inclusive para custos de entrega, devem ser feitas por meio da Covax para que as vacinas sejam compartilhadas com base em princípios de equidade e saúde pública.”

4 – Investimentos de risco para diversificar e aumentar a capacidade de produção de vacinas em 1 bilhão de doses no início de 2022 para lidar com os riscos negativos em 91 países de baixa e média renda, incluindo novas variantes que podem exigir doses de reforço [US$ 8 bilhões]

5 – Ampliar a vigilância genômica e a vigilância sistêmica da cadeia de suprimentos com planos de contingência concretos em vigor para lidar com possíveis mutações ou choques na cadeia de suprimentos. Esses planos devem ser preparados com a participação de agências multilaterais, desenvolvedores e fabricantes de vacinas e os principais governos nacionais [US$ 3 bilhões]

6 – Garantir testes generalizados, terapêutica suficiente, medidas de saúde pública e preparação para a implantação da vacina [US$ 30 bilhões]

7 – Avaliar e implementar urgentemente (quando aprovado) estratégias de alongamento de dose para expandir o fornecimento eficaz [US$ 2 bilhões]

Medidas adicionais necessárias respondem por US$ 3 bilhões.

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