FMI melhora projeção para a economia mundial

Brasil terá em 2021 terceiro menor crescimento entre países e regiões.

O relatório World Economic Outlook, divulgado nesta terça-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), reduziu o tamanho da recessão esperada em 2020. A previsão para a economia mundial é de queda de 4,4%, o que representa uma alta de 0,8 ponto percentual em relação ao relatório de junho.

Esse incremento decorre dos resultados um pouco menos sombrios do segundo trimestre, assim como de sinais de uma recuperação mais vigorosa no terceiro trimestre, em parte compensada por um desempenho mais fraco de algumas economias emergentes e em desenvolvimento. A previsão para 2021 é de recuperação do crescimento para 5,2%, 0,2 ponto percentual abaixo de nossa projeção de junho”, informa a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath.

Com a exceção da China – onde se espera que o produto ultrapasse os patamares de 2019 ainda este ano – as projeções indicam que, tanto nas economias avançadas como nas economias de mercados emergentes e em desenvolvimento, o produto deverá continuar abaixo dos níveis de 2019, mesmo no próximo ano. Os exportadores de petróleo e os países que dependem mais de serviços com contato intensivo enfrentam recuperações mais frágeis em comparação com as economias lideradas pela indústria.

A projeção para as economias avançadas é de queda de 5,8% em 2020, seguida de uma recuperação do crescimento para 3,9% em 2021. Para os países de mercados emergentes e em desenvolvimento (exceto a China), as previsões foram revistas em baixa, com retração de 5,7% em 2020, seguido de uma recuperação para 5% em 2021. Com isso, o aumento acumulado da renda per capita das economias de mercados emergentes e em desenvolvimento (exceto a China) no período de 2020-21 deverá ser inferior ao das economias avançadas.

Para o Brasil, a projeção do FMI é de recessão este ano, com a produção desabando 5,8%, com melhora inferior à média mundial em 2021: alta de apenas 2,8%, a terceira pior projeção entre os países e regiões, à frente apenas do Japão (2,3%) e da Nigéria (crescimento de 1,7%) e igual à estimativa para a Rússia, que, porém, terá uma queda menos forte em 2021 (perda de 4,1%).

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