FMI é de morte

Em seu convescote pelo Brasil, o diretor-geral do FMI, Rodrigo Rato, foi, apenas raramente, instado a comparar os resultados da política econômica recomendada ao país com a performance das nações que passaram ao largo de semelhante receituário. Nessas escassas ocasiões, Rato recorre a hábito recorrente a gurus de países com déficit de crescimento: recomendar que se dobrem as apostas no mercado futuro das mesmas políticas que mantêm o produto interno bruto (PIB) do Brasil patinando, em média, em 2% ao ano. Tem o mesmo efeito, prático, do fim do cavalo da piada que, quando estava acostumando a viver sem comer, morreu.

3 x 4
Se, como diz o ditado, uma foto vale por mil palavras, os opositores do presidente Lula devem emoldurar a foto publicada na primeira página da Folha de São Paulo de quarta-feira. É uma síntese, em 29,5 cm por 8,5 cm, captada com rara sensibilidade pelo repórter fotográfico Alan Marques, das relações entre o FMI e o governo Lula, personificadas na reverência do ministros Antônio Palocci e Henrique Meirelles ao professoral diretor-geral do fundo, Rodrigo Rato. Tudo sob o olhar complacente do presidente. Deve ser exibida toda vez que Lula ameaça bravatear que, ao pagar, com antecedência de dois anos, US$ 15,6 bilhões ao FMI, encerrou uma relação colonial que permitiu que perdurasse durante três dos seus quatro anos de governo. O efeito promete ser mais devastador do que a comprometedora pasta com que Collor encurralou o petista, em 1989.

Formação
O Circuito Feira do Empreendedor, promovido pelo Sistema Sebrae, gerou cerca de R$ 15 milhões de negócios em 2005. Cento e setenta mil pessoas visitaram os dez eventos que integraram o circuito, no Rio de Janeiro, Amapá, Paraíba, Maranhão, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Acre, Roraima e no Distrito Federal. Ao todo 1.250 expositores apresentaram seus produtos. Cerca de 45 mil empreendedores foram capacitados pelo Sebrae durante os eventos. Em 2006, o foco da iniciativa estará voltado aos temas inovação, perfil do empreendedor local e desenvolvimento regional. Estão previstos 14 eventos a partir de maio, em Pernambuco. O circuito deverá ser encerrado no Rio Grande do Sul, em dezembro.

Porre
A vodca Smirnoff foi eleita a favorita no ranking de destilados, deixando uma marca de cachaça na segunda posição, de acordo com pesquisa de penetração e preferência realizada pelo Instituto Ipsos, entrevistando 1.450 pessoas, entre 18 e 65 anos, das classes A/B/C, no ano passado. A Smirnoff ficou com 36% da preferência, mais que o dobro do que o vice, que ficou com 16%.

Sul
A Digitel S/A anunciou a instalação de uma unidade em Alvorada (RS), no terreno anteriormente destinado à Dell Computer, hoje instalada em Eldorado do Sul. A indústria eletrônica investirá na planta, nos próximos dez anos, R$ 100 milhões.

Segurança seletiva
Para aumentar a segurança no trânsito, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proibiu o uso de pneus recapados ou recauchutados em veículos de duas e três rodas; quem for pego terá de pagar multa no valor de R$ 127,69 e perderá cinco pontos na carteira de habilitação. A diferença de preço entre um pneu novo e um recuperado pode chegar a até 50%. Garante o presidente do Contran, Alfredo Peres da Silva, que a medida é mais um item de segurança para diminuir o número de acidentes envolvendo motociclistas. Difícil entender, porém, porque o pneu é inseguro para motos mas permitido para os demais veículos.

Aula
Adesivo colado na janela traseira de um carro na Paulista: “Nunca tão Poucos roubaram Tanto de tanta gente”. O brasileiro tem mesmo pouca memória; se esqueceu rapidamente da privatização tucana.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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