Fomc decide manter taxa dos fundos federais entre 5,25% e 5,5%

Votaram a favor da ação o presidente Jerome H. Powell, seu vice, John C. Williams e mais 10 membros

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Jerome Powell, presidente do Fed (foto: Senado dos EUA, DP)
Jerome Powell, presidente do Fed (foto: Senado dos EUA, DP)

Indicadores recentes sugerem que a atividade econômica tem vindo a expandir-se a um ritmo sólido. Os ganhos de emprego permaneceram fortes e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação diminuiu ao longo do ano passado, mas permanece elevada.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) procura atingir o nível máximo de emprego e de inflação à taxa de 2% a longo prazo. O comitê considera que os riscos para a consecução dos seus objetivos de emprego e de inflação estão a evoluir para um melhor equilíbrio. As perspectivas econômicas são incertas e o comitê permanece muito atento aos riscos de inflação.


Em apoio aos seus objetivos, o Fomc decidiu manter o intervalo-alvo para a taxa dos fundos federais entre 5,25% e 5,5%. Ao considerar quaisquer ajustes ao intervalo-alvo para a taxa dos fundos federais, o comitê avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o equilíbrio dos riscos. O comitê não espera que seja apropriado reduzir o intervalo da meta até que tenha ganhado maior confiança de que a inflação está a evoluir de forma sustentável para 2%. Além disso, o comitê continuará a reduzir as suas participações em títulos do Tesouro e dívida de agências e títulos garantidos por hipotecas de agências, conforme descrito nos seus planos anunciados anteriormente. O comitê está fortemente empenhado em fazer com que a inflação regresse ao seu objetivo de 2%.

Ao avaliar a orientação adequada da política monetária, o Fomc continuará a monitorizar as implicações das informações recebidas para as perspectivas econômicas. O comitê estaria preparado para ajustar a orientação da política monetária conforme apropriado caso surjam riscos que possam impedir a consecução dos objetivos do comitê. As avaliações do comitê terão em conta uma vasta gama de informações, incluindo leituras sobre as condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e expectativas de inflação, e desenvolvimentos financeiros e internacionais.


Votaram a favor da ação de política monetária Jerome H. Powell, presidente; John C. Williams, seu vice; Thomas I. Barkin; Michael S. Barr; Raphael W. Bostic; Michelle W. Bowman; Lisa D. Cook; Mary C. Daly; Philip N. Jefferson; Adriana D. Kugler; Loretta J. Mester e Christopher J. Waller.

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Aqui no Brasil, o economista Volnei Eyng, CEO da Multiplike avalia que “o mercado mantém a projeção de um início de corte de juros pelo Fed em junho, porém, a probabilidade caiu para 50%”.

“Acontece que poucos meses atrás a expectativa de início do ciclo de corte pelo Fed estava ancorada em março, mas as declarações dos dirigentes fizeram o mercado reajustar suas expectativas, agora para junho. Entretanto, há uma divergência entre os ‘Fed Boys’ quanto a esse tema e, por isso, o mercado está novamente medindo o termômetro da economia dos EUA, bem como da inflação, para ajustar, se necessário, suas projeções.”

De acordo com o executivo, durante uma Super Quarta os investidores estão atentos a anúncios sobre mudanças nas taxas de juros, declarações de autoridades monetárias, projeções econômicas e indicadores econômicos importantes, como relatórios de emprego, inflação e crescimento do PIB. “Esses eventos podem ter um impacto significativo nos mercados financeiros, influenciando os preços de ações, títulos, moedas e commodities”, afirma.

Ainda assim, Eyng diz esperar um pouso suave para a economia dos EUA. Essa expressão descreve uma desaceleração gradual e controlada da atividade econômica, em contraste com uma queda abrupta ou uma recessão severa. “Essa ideia sugere que a economia passará por um período de desaceleração moderada, com uma transição suave para um crescimento mais lento ou estagnação temporária, em vez de uma queda abrupta na produção e no emprego”, destaca.

Em relação ao tamanho do corte dos juros nos EUA, o economista reforça a tese de que a autoridade monetária norte-americana fará três cortes de 0,25%, começando em junho.

“Em janeiro o Fed indicou, por meio do conhecido ‘gráfico de pontos’, que três cortes de 0,25 pontos percentuais seriam o cenário mais provável para 2024 (com mais 1 ponto percentual no próximo ano), mas ressaltou a necessidade de mais evidências que justificassem tal movimento”, ressalta.

Segundo ele, para que haja uma alteração na mediana deste gráfico, será necessário que apenas dois dos seis membros do Fomc mudem sua opinião, seja para cima ou para baixo, a partir da projeção atual de 4,625%, para que a taxa mude de três cortes para sinalizar dois ou quatro cortes em 2024.

Já Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital, afirma que é improvável que o Fed reduza as taxas de juros, conforme previsto em 2023.

“A economia dos EUA continua robusta, como evidenciado pelos últimos dados do payroll, e a inflação permanece acima da meta do Fed, embora mostre sinais de queda. Com essas informações, o mercado agora espera um início do corte de juros a partir de junho”, diz.

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