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quarta-feira, janeiro 20, 2021

Fora de moda

Crítico mordaz dos costumes de sua época, Eça de Queiroz gostava de lembrar que “as mocinhas de Lisboa sempre adotam a mesma moda de Paris…..um ano depois.” Parafraseando o escritor lusitano, pode-se aplicar o mesmo princípio às teorias que ainda fazem sucesso entre a equipe econômica tucana.
No Japão, por exemplo, o “mercado” reagiu decepcionado ao pacote do Governo para reativar o consumo, porque foi anunciada a liberação de apenas US$ 171 bilhões. Já no reinado tucano, persiste a obsessão em confiscar aposentadorias e pensões, para “enxugar” R$ 2,4 bilhões – ou US$ 1,2 bilhão – o que, embora nem arranhe a solução do problema da Previdência, repercutirá negativamente sobre o já combalido mercado interno.
A diferença básica entre o keynesianismo nipônico e o neoliberalismo matuto do tucanato está em que, enquanto os primeiros lutam para manter a condição de segundo país mais desenvolvido do mundo, os últimos se aferram à missão de limitar o Brasil ao papel amesquinhado de receptor das miçangas.

Tecnologia & risco
A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) nega que sua unidade industrial em Caldas, no Sul de Minas Gerais, possa trazer riscos ao moradores, que se assustaram com a denúncia de que a cidade tenha sido transformada em depósito de lixo atômico. Entre as matérias-primas operadas pela fábrica, está a monazita, que, segundo a INB, tem origem nas areias monazíticas de praias brasileiras e apresentaria baixo nível de radiação. A empresa nega, porém, que a monazita seja lixo atômico. A INB defende ainda a importância da unidade na execução de atividades nobres, como a produção de minerais de alto valor agregado usados em equipamentos de última geração, a exemplo de semicondutores, catalisadores para a indústria do petróleo, telefones celulares e discos para informática.

Caminhada
O subsecretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, Alfredo Laufer, e o secretário Turismo do Estado de Minas de Gerais, Manuel Costa, apresentaram ontem plano que será executado a partir deste sábado que prevê uma caminhada do Rio a Ouro Preto, seguindo percurso utilizado no Século XVIII. A viagem dos responsáveis pelo turismo nos dois estados está prevista para durar 15 dias e percorrerá a pé 480 quilômetros. Ao todo, 18 pessoas ligadas ao turismo – de municípios como Petrópolis, Itaipava, Inconfidência, Paraíba do Sul, entre outros – participarão da viagem.

Elisão
Para o tributarista Ivar Piazzeta, presidente da Pactum Consultoria, o grande problema da Receita Federal é desconhecer a diferença entre sonegação, inadimplência e elisão fiscal. “No caso da chamada elisão, as empresas têm não só o direito como a obrigação de se defender das ilegalidades e inconstitucionalidades do fisco, cujo objetivo básico é arrecadar, muitas vezes passando por cima dos direitos constitucionais, como foi o caso do Finsocial e de outros”. Por outro lado, diz Piazzeta, “não é verdade que das 500 maiores empresas, mais da metade não recolhe tributos: elas recolhem um caminhão de tributos. O que está acontecendo é que muitos não estão recolhendo o Imposto de Renda, em função das condições especiais criadas para a absorção de empresas com dificuldades, como foi o caso da consolidação bancária, além da crise ter reduzido a rentabilidade de muitos setores.

Mais empregos
A redução de impostos incidentes na cadeia produtiva, em especial PIS e Cofins, permitiria ao setor avícola dobrar suas exportações, atingindo volumes de vendas externas próximos de 1,5 milhão de toneladas, equivalentes hoje a US$ 2 bilhões, que, além de colaborar para o equilíbrio de nossa balança comercial, geraria cerca de 60 mil novos empregos. A estimativa consta da Carta de Brasília, divulgada ao final do 16º Congresso Brasileiro de Avicultura, realizado na semana passada em promoção conjunta da União Brasileira de Avicultura (UBA) e Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frangos (Abef).

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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