Fora do alcance

Depois da expansão geométrica dos campus privados pelo país deflagrada nos anos 90 sob a passividade do Ministério da Educação, as universidades particulares criaram o Código de Auto-Regulamentação das Instituições Particulares de Ensino Superior (Caens). Aprovado em assembléia geral da Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em Brasília, o Caens se pretende um código de ética do ensino superior privado. O que poderia ser preocupação louvável e instrumento para deter o processo de proliferação de supermercado$ da educação no Brasil, no entanto, parece surgir como uma forma de fugir de qualquer tipo de controle inconveniente do MEC.

Ofensiva
As universidades privadas anunciam, por exemplo, a pretensão de “trazer para suas mãos competências que hoje cabem apenas ao MEC, como avaliar a qualidade do ensino e “descredenciar” instituições com problemas”. A intenção de enfeixar poderes pertencentes ao MEC é tão arraigada no setor que o Caens foi aprovado por unanimidade na assembléia da Abmes. A própria associação não esconde seus objetivos, anunciando que o código do setor é “o início de uma ofensiva para se livrar do que chamam de “poder interventor e credencialista” do MEC”. Se, mais uma vez, o MEC cruzar os braços e se curvar ao poderoso lobby do setor, as entidades que descumprirem o código seriam apenas expulsas da Abmes.

Modéstia
Segundo Valmor Bolan, vice-presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), reitor da Universidade Guarulhos e coordenador da comissão responsável pela elaboração do código, apenas “poucas instituições são responsáveis pela imagem de mercantilistas e oportunistas que as particulares têm”: “Queremos mostrar à sociedade e ao governo que isso não é generalizado.” Como mostram os critérios, altamente elásticos de recrutamento de muuuiitaaaas universidade$ privada$ e o nível dos profissionais que derramam no mercado de trabalho anualmente, há sérias controvérsias sobre a quantificação desse tipo de instituição.

Baixas e altas
A produção brasileira de aço bruto e laminados no primeiro bimestre tiveram queda de 9,1% e 2,4%, respectivamente, na comparação com 2005. Os resultados, segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), refletem acentuadas quedas observadas no mês de fevereiro, com menor número de dias trabalhados, além de paralisações temporárias de equipamentos de algumas usinas por motivo de acidentes ou manutenção programada. As vendas externas tiveram aumento de 38,7%.

Tributo
De Osires Lopes Filho, ex-secretário da Receita Federal, ao senador Amir Lando (PMDB-RO); de Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) a Heloísa Helena (PSOL-AL). Uma ampla gama de debatedores estará no 1º Seminário Internacional de Administração Tributária e Previdência Social, 20 e 21 de março, em São Paulo. Do exterior virão Mariano Ribagorga (Espanha), Julio Gambina (Argentina) e Serge Colin (França). Organizado pelo Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco Sindical), o seminário tem também o objetivo de aprofundar o debate sobre o projeto de fusão dos fiscos, que tramita no Senado.

Pelo emprego
Unir a sociedade civil com o objetivo de buscar soluções para a questão do emprego e o desenvolvimento sustentável foi a proposta do Workshop Consultivo Preparatório para a Reunião do Alto Segmento do Conselho Econômico e Social, da ONU, em 2006. O evento, recepcionado pela LBV do Rio de Janeiro, no último dia 14, reuniu diversas organizações da sociedade civil. Mais informações em www.sociedadesolidaria.org

Complemento
Para o conselheiro econômico do Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro (Secif-RJ), Istvan Kasznar, a execução da política monetária pelo Banco Central, que sofreu inúmeras críticas de todos os setores da sociedade, vem se mostrando eficaz. Resta esclarecer: eficaz para quem?

Amém
Seja qual for o consórcio que arrematar a Light, já está definida a eminência parda que mexerá os pauzinhos na empresa de distribuição de energia no Rio.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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