Fora do ar

Disposto a conferir à própria performance na estréia do horário eleitoral, o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, acabou reforçando a audiência da concorrência. O tucano se atrasou e chegou ao restaurante, que costuma frequentar desde 1994, exatamente quando seu programa estava sendo encerrado: “Peguei o adversário”, reagiu, quando entrou no restaurante e olhou para televisão, que exibia as primeiras cenas do programa do candidato do PCO, Rui Pimenta.

Basta à violência – 1
As associações Nacional de Jornais (ANJ) e Nacional dos Editores de Revistas (Aner), junto com entidades representativas das emissoras de rádio e televisão (Abert/Abra/Abratel) divulgaram a nota “Basta à violência”, em que cobram um engajamento real de todos os governos e propostas concretas dos candidatos para a situação de segurança:
“Nos últimos tempos o povo brasileiro assiste a uma escalada da violência contra a vida, contra o patrimônio e, nas últimas semanas, contra as instituições democráticas.
“Vandalismo generalizado contra o patrimônio público e privado, sequestros e assassinatos vêm colocando a população brasileira na condição de refém das organizações criminosas.
“Sensíveis a este drama vivido pela população, os veículos de comunicação, unidos em suas entidades representativas, deliberaram tomar uma enfática posição comum. Isso porque o Brasil está pagando caro demais pela descoordenação das autoridades federais e estaduais na questão da segurança pública.
“O que está ameaçado neste momento, com a escalada da violência e da desordem, não é apenas o cotidiano civilizado a que todos os cidadãos têm direito. É a própria sobrevivência da sociedade democrática, porque sua manutenção depende da autoridade, credibilidade e prestígio das suas instituições. Infelizmente, esses problemas  estão colocando em xeque o estado democrático de direito porque a criminalidade está corroendo a certeza da aplicação da lei em função da impunidade.
“É urgente e fundamental que aqueles que dirigem o governo e o Estado brasileiro em seus diferentes níveis tomem medidas responsáveis e eficazes contra o crime. Assim como os que  pretendem dirigir expressem com clareza suas propostas. E que todos demonstrem inequivocamente o compromisso com o resgate da ordem pública e com a harmonização dos esforços dos Estados e  União.
“Propomos que o debate eleitoral que se inicia seja efetivamente também um espaço público de reflexão sobre estratégias e propostas concretas para a área de segurança com o objetivo de resgatar a confiança dos brasileiros nas suas autoridades. Propomos que este assunto esteja no centro do debate eleitoral, porque é o centro das preocupações de todos os brasileiros.
“A imprensa, que sempre esteve alinhada às grandes causas da cidadania, está convicta de que o próximo passo para a consolidação da democracia em nosso país passa pelo restabelecimento imediato da ordem pública.
“Os meios de comunicação, unidos, na sua sagrada missão de informar e garantir a liberdade de expressão, cobrarão veementemente, dos atuais e futuros governantes, soluções eficazes na defesa da sociedade brasileira.”

Basta à violência – 2
O curso de Turismo da UniverCidade acaba de criar um Núcleo de Segurança Turística. Vai propor soluções e medidas para os governos federal, estadual e municipal. Será supervisionado pelo professor Bayard Boiteux, com a colaboração do tenente Douglas Andrade, da Policia Militar do Rio.

Todos ganham
A Câmara Americana de Comércio (Amcham) enviou carta a 55 senadores e a 56 deputados de 11 distritos aduaneiros dos Estados Unidos em que reivindica a manutenção do Brasil no Sistema Geral de Preferência (SGP). O programa permite que os Estados Unidos importem do Brasil 3.359 produtos sem o pagamento de tarifas de importação. A carta inclui a apresentação de estudo demonstrando a economia gerada às empresas com a isenção de imposto.
Até dezembro, a participação do Brasil no programa será revista pelo governo norte-americano. “Devemos nos conscientizar que o SGP é importante não apenas para     empresas brasileiras, mas também para as norte-americanas”, afirma Hélio Magalhães, presidente do Conselho de Administração da Amcham.
Em 2005, as exportações destinadas aos EUA alcançaram US$ 24,4 bilhões. Cerca de US$ 3,6 bilhões desse total foram realizadas através do SGP, representando uma economia às empresas de US$ 128 milhões.

Artigo anteriorConsultoria companheira
Próximo artigoCrédito fraco
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Empresa pode dar justa causa a quem não se vacinar?

Advogado afirma que companhias são responsáveis pela saúde no ambiente de trabalho.

No privatizado Texas, falta luz no inverno e no verão

Apagões servem de alerta para quem insistem em privatizar a Eletrobras.

A rota do ‘Titanic’: ameaça de apagão não é de agora

‘Por incrível que pareça, no Brasil, térmicas caras esvaziam reservatórios!’

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

A cabeça do dragão

Por Gustavo Miotti.

Portugueses pedem extensão das moratórias bancárias

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) está pleiteando a prorrogação das moratórias bancárias até 31 de março de 2022”. O...

China libera reservas de metais não ferrosos para reduzir custos

A China disse que continuará a liberar suas reservas estatais de cobre, alumínio e zinco para garantir preços estáveis para as commodities e aliviar...