Governo privatiza forte tombado do século XVII, em Noronha

Leilão de sítio histórico, restaurado por R$ 11 milhões pela União, permite cessão da gestão da fortaleza por período de 10 anos.

O consórcio formado por Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), Dix Empreendimentos e Pentágono Investimentos é o vencedor do leilão para escolha do futuro gestor do Forte de Nossa Senhora dos Remédios, em Fernando de Noronha (PE). O Forte é tombado pelo Iphan e o maior entre as 11 fortificações existentes na ilha. Ele foi reformado pelo Iphan e será aberto ao público assim que se completarem as etapas determinadas pelo edital.

O edital prevê a cessão da gestão do forte pelo período de 10 anos, dentro de rigorosos parâmetros de uso. Entre as obrigações do consórcio estão a de realizar atividades culturais, como exposições, apresentações de artes cênicas – teatro e dança -, concertos e outros. O grupo vencedor do leilão avalia incluir na programação atividades socioeducacionais voltadas para o público infantil. Além de instalar no local estruturas de alimentação para atender aos visitantes. A população noronhense terá livre acesso ao local.

O Forte de Nossa Senhora dos Remédios foi construído sobre as ruínas de uma antiga posição holandesa, abandonada após a capitulação do Campo do Taborda (Recife) em 1654. Foi um importante ponto de apoio às embarcações portuguesas no período auge das rotas de açúcar e ouro do Brasil para Portugal. Ele tem cerca de 6.300 m² e fica a 45 metros acima do nível do mar, sobre uma colina, entre o Porto de Santo Antônio e a Praia do Cachorro.

Uma das participantes do consórcio, a Pentágono trabalhada investimentos em participações de empresas nos setores imobiliário e energia. É controlada pelo empresário pernambucano Luiz Priori, que foi sócio do Fundo de Investimentos Pátria e desenvolveu empresa na área de metais em parceria com a americana Alcoa. Já a DIX Empreendimentos Ltda. vem atuando na gestão de aeroportos turísticos, como o da Ilha de Fenando de Noronha e das praias de Jericoacoara e Canoa Quebrada. Recentemente participou do leilão do bloco Noroeste dos aeroportos de São Paulo, onde, em consórcio, sagrou-se vencedora, somando-se assim mais 11 equipamentos em seu acervo.

Em março do ano passado, o Ministério do Turismo, por intermédio do Iphan, havia concluído as obras de restauração da fortaleza. Ao todo, foram investidos R$ 11 milhões em serviços que englobam a recomposição de muralhas, paredes, instalações elétricas, hidráulicas e acessibilidade, entre outras.

Tombada pelo Iphan em 1961, a Fortaleza integra o Conjunto Histórico Tombado do Arquipélago de Fernando de Noronha, protegido desde 2017. Por sua localização, dimensão arquitetônica e função estratégica, o forte foi palco de relevantes fatos da ocupação da região e da história nacional. Porém, sem uso e conservação a partir de meados do século XX, o Forte dos Remédios chegou ao estado de arruinamento.

 

Com informações do Ministério do Turismo

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