Forte

O café é o segundo maior gerador de riquezas (legais) do planeta, com movimento anual de US$ 91 bilhões, perdendo apenas para o petróleo. A cadeia emprega direta ou indiretamente meio bilhão de pessoas em todo o planeta, o que representa 8% da população mundial. No Brasil, o setor é responsável pela geração de 7 milhões de empregos diretos e indiretos e por uma riqueza anual de R$ 10 bilhões. As informações são de Marcos Modiano, do Armazém do Café, que destaca no mercado doméstico o crescimento da produção dos cafés superior e gourmet. Comemora-se nesta quarta-feira o Dia Nacional do Café.

Descontrole
A histeria que tomou conta do mercado financeiro esta semana reafirmou as fragilidades e os riscos a que se expõe um mundo no qual os movimentos e os interesses dos capitais se sobrepõem aos interesses nacionais. É emblemático dessa grave patologia social que a simples ameaça de que os Estados Unidos possam vir, quem sabe, talvez, a ficar resfriados ou terem uma febrícola de 37º provoque uma pneumonia nos países mais descuidados de suas fragilidades externas.
A atual onda especulativa é, basicamente, alimentada pela hipótese de que o Federal Reserve (Fed) – uma espécie de Otan econômica que faz dos juros sua arma de destruição em massa – vá, em sua próxima reunião, no próximo dia 22, passar a elevar a taxa de juros básica dos Estados Unidos acima dos 0,25 ponto em que tem reajustado a taxa desde junho de 2005. Qualquer analista que não confunda realidade com propaganda a serviço de interesses especulativos sabe que isso não ocorrerá. No entanto, para servir à escalada especulativa dos próximos 30 dias que separam o mundo da nova reunião do Fed, os mais variados motivos serão mobilizados para justificar a montanha russa do mercado financeiro.
A mais recorrente remete às diferentes leituras que os oráculos – todos com posições milionárias nos mercados de juros, moedas, minérios e títulos – se permitem fazer dos enigmáticos e obscuros pronunciamentos do presidente do Fed, Ben Bernanke. Detentor de tamanha influência sobre os destinos das nações, Bernanke, a exemplo de seus antecessores, não recebeu um só voto popular, exceto a sanção mecânica do Senado norte-americano. Está aí no que dá um mundo que se permite que seu principal líder seja nomeado pelo mercado.

Indústria
Roger Agnelli, da Companhia Vale do Rio Doce; Paulo Cunha, do grupo Ultra; David Feffer, do grupo Suzano; e Roberto Kauffmann, presidente do Sindicato da Construção do Rio (Sinduscon) recebem nesta quarta a Medalha do Mérito Industrial do Rio de Janeiro. O presidente da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, destaca que essas empresas participam de investimentos da ordem de US$ 14 bilhões no estado.

Assinatura
Proposta da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para regulamentar os serviços das TVs por assinatura impede cobrança por ponto adicional, a menos que a empresa instale novo decodificador, tornando o ponto extra independente, inclusive com possibilidade de opção por um pacote alternativo. Outros itens da proposta também beneficiam o usuário, como a obrigatoriedade de atender ao assinante por telefone com discagem gratuita.
Alguns pontos apenas repetem o que já determina o Código de Defesa do Consumidor, como se a Anatel se julgasse superior à lei. E em pelo menos um caso a agência reguladora propõe a quebra de contrato, quando diz que “qualquer valor novo instituído pela prestadora, diferente do acordado em contrato, deverá ser previamente informado ao assinante em data anterior à cobrança; caso o assinante entenda ser excessivo o valor poderá rescindir, sem ônus, o contrato firmado com a prestadora”. Pelo visto, a Anatel só defende veementemente o respeito aos contratos quando o prejudicado fala em inglês.

Responsabilidade
Bancos devem garantir a segurança na área onde estão localizados seus caixas eletrônicos, decidiu a 10ª Câmara Cível do TJRS, segundo informa o IOB. O Banco do Brasil foi condenado a indenizar em R$ 10 mil, por danos morais, uma cliente que presenciou assalto e ficou na linha de tiro quando se encontrava na fila do caixa eletrônico.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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