Força questionada

Analistas do setor militar estão começando a destacar as dificuldades que as poderosas Forças Armadas de Israel vêm enfrentado na invasão de Gaza. Dezenove dias após o início do massacre, os objetivos militares israelenses ainda parecem longe de serem atingidos.

Pró-desemprego
Enquanto muitos ainda debatem a propriedade em aproximar a Depressão de 29 e a que estourou no fim de 2008, observadores mais argutos já notaram que, em que pese os diferentes cenários existentes entre esses 70 anos, os dois movimentos têm em comum a forte concentração da renda.
Nos dois casos, para manter o escoamento de mercadorias e serviços resultantes da superprodução capitalista, governos e “mercado” recorreram a criativos mecanismos de crédito, variável que, como deveriam saber todos interessados, não é inelástica.  Aliado à ausência de controles à especulação desenfreada, o nível de endividamento das famílias está na origem da crise atual.
Com o estouro da bolha do crédito, as famílias, endividadas, dão-se conta de que seus rendimentos são insuficientes para manter seu padrão de consumo e a economia entra em parafuso.
Por isso, soa estapafúrdia a proposta de entidades empresariais, capitaneadas pela Fiesp, de condicionar a diminuição da jornada de trabalho e a manutenção de empregos à redução de salários. Em outras palavras, Paulo Skaff e seus congêneres querem ajudar a comprimir ainda mais o mercado de consumo do país, já sob os efeitos iniciais da gigantesca tsunami que se avizinha sobre o país. É o típico caso que um renomado filósofo, cujo pensamento é recuperado pelo momento de crise, classificaria de suicídio de classe.

Nem se coçam
A propósito de sacrifícios, os executivos e proprietários de empresas em crise, particularmente as beneficiadas por dinheiro público diretamente, ou via renúncia fiscal, deveriam seguir o exemplo de seus congêneres de outras paragens e dar sua contribuição ao momento de dificuldades. Poderiam começar reduzindo o valor dos polpudos bônus que continuam a colher, mesmo quando estes não correspondem aos resultados econômicos e financeiros das empresas que dirigem.

Antecedentes
A propósito de compromissos, é bom os dirigentes de entidades que supostamente defendem os interesses dos trabalhadores serem lembrados que o principal interlocutor por parte dos empresários é o mesmo Paulo Skaff cuja promessa de que o fim da CPMF seria seguido de queda equivalente nos preços virou pó.

Garrote
Em tempo, Skaff, no entanto, está certo pelo menos num ponto: com o capital de giro oferecido pelos bancos oficiais cobrando juros superiores a 40% ao ano não existe empresa capaz de ampliar seus investimentos.

Agenda comum
Após reclamar de perseguição da imprensa por causa do interminável noticiário que o envolvia em acusações de malversação de dinheiro público, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, parece ter descoberto a fórmula para voltar às boas relações que marcaram grande parte da trajetória da Força. Basta continuar propondo redução de direitos trabalhistas que nem um jornalão ou emissora de TV irá lembrar de sequer produzir um box lembrando as investigações da Câmara dos Deputados que poderiam levar à cassação do seu mandato, como era praxe durante a campanha em que apoiou Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo.

Cores reais
A multinacional francesa Essilor, fabricante das lentes Varilux, lança a lente para óculos de sol Essilor PhysioTints. O produto foi desenvolvido em parceria com o Museu de História Natural de Paris e, ao contrário das lentes já existentes no mercado, não altera para o usuário a cor do ambiente ao redor. A lente permite ao usuário enxergar as cores como elas realmente são, ou seja, não importa se utiliza uma lente cinza, preta ou marrom, ele enxergará tudo nas cores reais e sem distorções.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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