

O 3º Fórum de Cooperação Internacional do Cinturão e Rota foi aberto nesta quarta-feira em Beijing. O presidente da China, Xi Jinping, destacou em seu discurso os avanços da Iniciativa Cinturão e Rota (BRI), com benefícios para todos os países.
Xi explicou que “foram estabelecidos importantes princípios orientadores para a cooperação Cinturão e Rota de alta qualidade, ressaltando o princípio de ‘planejar juntos, construir juntos e nos beneficiar juntos’.
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Após o líder chinês, foi a vez do presidente da Rússia, Vladimir Putin, avaliar o progresso da BRI em direção a um mundo mais justo e de cooperação entre os países. Coube a Putin tocar na relação do Cinturão e Rota e o Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e que será presidido pelos russos em 2024, ano em que também marcará a entrada de 6 novos países.
Também discursaram os líderes de quatro nações: Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão – onde a BRI foi anunciada há 10 anos; Joko Widodo, presidente da Indonésia; Alberto Fernández, presidente da Argentina; e Abiy Ahmed, primeiro-ministro da Etiópia. O secretário-geral da ONU, António Guterres, finalizou com pedidos de desenvolvimento inclusivo e aproveitou também para exigir um imediato cessar-fogo no Oriente Médio.
Marcos de Oliveira, diretor-presidente do Monitor Mercantil, participou da cerimônia. Após a abertura, ele apontou a importância de um desenvolvimento colaborativo e que fortaleça a economia real, superando os anos de domínio da especulação financeira.
Xi Jinping anunciou oito grandes passos que a China tomará para apoiar a “busca comum pela cooperação Cinturão e Rota de alta qualidade”:
- Primeiro, construir uma rede multidimensional de conectividade Cinturão e Rota. A China acelerará o desenvolvimento de alta qualidade de trens de carga China-Europa, participará da construção do Corredor de Transportação Internacional Trans-Cáspio, sediará o Fórum para a Cooperação de Trens de Carga China-Europa e conjugará esforços para construir um novo corredor logístico na Eurásia ligado por ferrovias e rodovias diretas. Integraremos vigorosamente portos, frete e serviços ao comércio no âmbito do transporte marítimo da Roda da Seda. Além disso, vai acelerar a construção do Novo Corredor do Comércio Internacional Terra-Mar e a Rota da Seda Aérea.
- Segundo, apoiar uma economia mundial aberta. A China estabelecerá zonas-piloto para a cooperação em comércio eletrônico da Rota da Seda, firmará acordos de comércio livre e tratados de proteção de investimentos com mais países e removerá totalmente as restrições ao acesso de investimentos estrangeiros ao setor manufatureiro. A expectativa é de que os fluxos totais do comércio de mercadorias e de serviço da China ultrapassarão respectivamente US$ 32 trilhões e US$ 5 trilhões nos próximos cinco anos (2024-2028).
- Terceiro, realizar cooperação prática. O Banco de Desenvolvimento da China e o Banco de Exportação e Importação da China estabelecerão cada um uma janela de financiamento de 350 bilhões de yuans, e o Fundo da Rota da Seda receberá um aporte adicional de 80 bilhões de yuans.
- Quarto, impulsionar o desenvolvimento verde.
- Quinto, promover inovação científica e tecnológica. A China sediará a Primeira Conferência Cinturão e Rota para Intercâmbio Científico e Tecnológico e terá 100 laboratórios criados junto com outras partes em 5 anos. No 3º Fórum, a China apresentou a Iniciativa Global para Governança da Inteligência Artificial (IA).
- Sexto, apoiar o intercâmbio entre povos.
- Sétimo, promover a cooperação Cinturão e Rota baseada na integridade.
- Oitavo, reforçar a construção institucional para a cooperação Cinturão e Rota. A China trabalhará com países parceiros para reforçar a construção de plataformas de cooperação multilateral em energia, tributação, finanças, desenvolvimento verde, redução de desastres, anticorrupção, think tank, mídia, cultura e outras áreas.
Com Agência Xinhua.
Joko Widodo, presidente da Indonésia, também se pronunciou na cerimônia de abertura. A matéria foi corrigida às 15h22 de 26/10/2023
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