Fragilidade

Estudo realizado pela empresa Gemelo Storage Solutions com 214 grandes empresas apontou que mais de 90% delas têm equipamentos para manter seus computadores ligados sem eletricidade por menos de 30 minutos; mais de 95% não têm cópias de segurança perfeitas de suas informações; mais de 99%  não mantêm suas informações “espelhadas” em outro local, ficando assim desprotegidas em caso de desastres. É o caso, segundo a Gemelo, de uma parcela importante dos bancos brasileiros, que mantém suas informações replicadas no mesmo local. Segundo a empresa de pesquisa IDC, mais de 29% das empresas que sofrem um desastre com suas informações deixam de operar imediatamente e 42% das empresas irão à falência nos dois anos seguintes.
A conclusão é que empresas e organizações que se utilizam da Internet e das operações virtuais vão enfrentar um sério risco durante o racionamento de energia. Como a maioria dos sistemas não estão planejados para longas faltas de energia, muitas operações não serão realizadas: correntistas deixarão de efetuar transações bancárias, vendedores deixarão de emitir seus pedidos e clientes deixarão de comprar.

Hard
Não só os déficits em conta corrente do Brasil ou México estão perto da casa de 5% do PIB. O saldo negativo nos Estados Unidos em 2000 ficou em 4,4%, atingindo US$ 435 bilhões (cerca de US$ 100 bilhões a mais que em 99). Para 2001, a previsão do Country Monitor, publicação da The Economist Intelligence Unit, é de queda, para algo em torno de 3,4% do PIB, motivada pela queda do preço do petróleo e pela desaceleração da economia. Nesse campo, a expectativa é de que a atividade econômica fique estagnada nos segundo e terceiro quadrimestres. A publicação prevê um crescimento do PIB de 1,6% em 2001 e 2,6% em 2002. Ou seja, não haveria recessão, mas a economia estaria bem longe de uma “soft landing” (aterrissagem suave).

Engarrafamento
Gigante em todos os sentidos, a China impressiona quando se fala em população. No feriado do Dia do Trabalho mais de 75 milhões de chineses viajaram, gerando vendas de US$ 3,5 bilhões (US$ 47 per capita). O governo daquele país contava com essa movimentação para manter aquecida a economia. A China, porém, depende mesmo é da exportação – afetada pela retração dos EUA – para manter o crescimento.

Desaparecidos
A Unicamp inicia hoje a transferência, para o Cemitério do Araçá, em São Paulo, das ossadas encontradas no Cemitério de Perus e que estavam sob a guarda da universidade nos últimos dez anos. Os restos mortais são de ativistas políticos desaparecidos durante a ditadura militar. Das ossadas que ficaram sob a guarda da Unicamp, oito foram encaminhadas em dezembro do ano passado ao Instituto Médico Legal (IML) da capital, que retomou o processo de tentativa de identificação. Os trabalhos estão sendo coordenados pelo perito Daniel Munhoz. O especialista, inclusive, já apresentou algumas conclusões preliminares às autoridades, familiares de desaparecidos políticos e imprensa. Tais análises reforçaram a posição dos peritos da universidade, que apontaram a impossibilidade da identificação de algumas dessas ossadas.

Soldado
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse que a renúncia de Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) representa o fim de uma era de coronelismo na política. Segundo Simon, ACM pode até retornar ao Congresso daqui a dois anos “como senador pela Bahia, mas não como coronel ou cacique”.

Prazo curto
O governo fluminense continua estudando a venda de sua participação no capital da Peugeout-Citroën. O secretário estadual de Planejamento, Tito Ryff, informou ontem que o assunto ainda não está decidido, mas que o estado mantém a intenção de vender as ações. O governo do estado investiu R$ 123 milhões durante o período de construção daquela linha de montagem, localizada no município de Porto Real. Na época da inauguração, no início deste ano, o governador Anthony Garotinho, dissera que manutenção da parte que o governo estadual detém na empresa não seria prioridade para o seu governo e que esperava vendê-la até o fim do primeiro semestre. Amanhã já é junho. O contrato que estabeleceu a participação foi assinado no Governo Marcello Alencar.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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