Franceses protestam contra reforma do seguro-desemprego

Neste sábado, as mobilizações acontecerão em Paris e outras cidades. Os sindicatos apresentaram nesta sexta-feira um recurso de anulação da medida.

Os principais sindicatos da França convocaram nesta sexta-feira a realização de marchas e manifestações públicas no sábado em todo o país, para rejeitar a reforma do seguro-desemprego que o governo pretende colocar em vigor no próximo dia 1º de julho.

De acordo com anúncios veiculados nas redes sociais, as ações acontecerão em Paris (capital) e em cerca de 30 outras cidades.

Nesta sexta-feira, os sindicatos apresentaram ao Conselho de Estado um recurso de anulação do decreto que reforma a lei do seguro-desemprego, considerando o novo sistema de cálculo com o qual o valor do benefício será estabelecido totalmente injusto e prejudicial aos trabalhadores.

Segundo a imprensa, o cálculo resultará da divisão do salário recebido entre os dias trabalhados e uma parte dos dias não trabalhados no período de referência.

Especialistas afirmam que este sistema de cálculo penalizará os candidatos a emprego, muitas vezes precários, que alternam contratos de curta duração com inatividade.

Segundo a Confédération Générale du Travail (CGT), a reforma do seguro desemprego atingirá as pessoas já vulneráveis, que estão entre as mais afetadas pela crise de saúde e social. De acordo com dados da Unédic (Union nationale interprofessionnelle pour l’emploi d’industrie et le commerce – espécie de agência do governo francês que oferece benefícios sociais aos desempregados), a partir de 1º de julho do ano que vem, 1,15 milhão de pessoas terão seus direitos drasticamente reduzidos em média em 17% e em até 40% para 400 mil que fazem trabalhos precários. Segundo a CGT, os mais afetados serão justamente aqueles que têm contratos curtos ou espaçados.

A entidade ainda explica que em data ainda não especificada, outras medidas deverão restringir o acesso aos direitos, nomeadamente aumentando o limiar de acesso à indenização, exigindo um período de seis meses de trabalho, contra quatro hoje. Também neste caso, os mais afetados serão os trabalhadores precários, em particular os jovens com menos de 26 anos.

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