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quarta-feira, janeiro 20, 2021

Frankstein

A governadora e presidenciável pefelista Roseana Sarney almoçou ontem com produtores e diretores da novela O Clone, da Rede Globo. A equipe da novela está há uma semana no Maranhão, gravando episódios que vão ao ar a partir desta segunda-feira. Não se sabe se foi apenas um agradecimento da governadora à gentileza de divulgar nacionalmente seu estado em horário nobre ou se foi também engendrado novo personagem, que reuniria o bigode de Sarney, a origem nordestina de Collor, o racionamento de energia de FH e a saída pela porta dos fundos de De la Rúa.

Mortos-vivos
Reza o ditado chinês que o idiota, quando aponta para a lua, vê o próprio dedo. Aferrados a dogmas que desprezam a sabedoria popular, os fundamentalistas do FMI e de outras seitas que seguem os mesmos credos obscuros insistem em pressionar a Argentina para que faça mais do mesmo. Para esses carbonários financistas, a explosão social que apeou do poder Cavallo e De la Rúa seria fruto apenas de supostas fraquezas do segundo e falta de habilidade do primeiro.
Dentro dessa lógica enviesada, bastaria o acerto de pequenos detalhes e a feitura de concessões secundárias para o país retomar o caminho da “disciplina fiscal” e da “rigidez monetária”. A cegueira ideológica lhes impede de enxergar a explosão social, que têm nas manifestações massivas em frente à Casa Rosada sua face mais emblemática.
Os “panelaços” nas ruas são a tradução mais encolerizada do “basta”. A rebelião que derrubou Cavallo/De la Rúa não foi a derrota apenas de um governo ou de um grupo, mas de um projeto falido e degenerado. Se são muitas as dúvidas sobre a constituição do seu substitutivo, é inarredável a certeza de que, nesses tempos de rebelião na Argentina, o neoliberalismo é página virada. Não por acaso, o principal porta-voz das viúvas do finado modelo é a vice-diretora do FMI, Anne Krueger. Mais uma vez, a realidade supera a ficção.

Pela metade
As vendas de têxteis brasileiros para a Argentina, que chegaram a representar 29% das exportações do setor em 2000, caíram para 20% no ano passado. A previsão para este ano é de nova queda, desta vez para 10%. Segundo Paulo Skaf, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor estará mais voltado para os mercados norte-americano e europeu.
Levando em conta o total da balança comercial do setor têxtil e de confecção, houve superávit de US$ 74,411 milhões em 2001. As exportações foram de US$ 1,306 bilhão e as importações US$ 1,230 bilhão. “Esse resultado indica uma reversão de tendência. Esperamos fechar 2002 com um superávit de US$ 300 milhões, com exportações em torno de US$ 1,5 bilhão”, estimou Skaf.

Silicone
Séria candidata a “asneira do mês” a frase que sustenta um artigo do respeitado jornal britânico The Guardian: “Nós sabemos que, no Brasil, todo mundo ganha uma operação plástica de presente de aniversário quando completa 18 anos e aparentemente lá elas não causam muitos problemas”, exagera a publicação, que escreveu sobre a mania de cirurgias cosméticas que está tomando conta da Europa.

Crédulo
O nervoso secretário-geral da Presidência da República, Arthur Virgílio, esbraveja que para o presidente FH a redução do preço da gasolina em 20% “é um dogma”. Não por acaso, os bispos brasileiros, como dom Mauro Morelli, costumavam dizer que gostavam mais de FH quando ele era ateu.

Mito
Não há qualquer razão científica para supor que o ser humano utiliza apenas 10% do cérebro. As evidências mostram que usamos o cérebro inteiro. É o que defende o livro O cérebro nosso de cada dia, escrito em linguagem acessível ao leigo, que apresenta algumas descobertas sobre o cérebro, relacionando-as ao nosso cotidiano. A autora, Suzana Herculano-Houzel, é uma jovem neurocientista brasileira de 29 anos. O lançamento será no próximo dia 23, às 19h, na Casa da Ciência (Rua Lauro Muller, 3, Botafogo), junto com a palestra “O mito do uso dos 10% do cérebro” e de mostra de jogos interativos sobre o cérebro.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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