Freixo começa campanha anunciando aumento do salário mínimo regional

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Marcelo Freixo (Foto: Wilson Dias/ABr)
Marcelo Freixo (Foto: Wilson Dias/ABr)

O candidato ao governo do Estado, Marcelo Freixo (PSB), começou a campanha nesta terça-feira. Freixo foi acompanhado pelo candidato ao senado André Ceciliano (PT). O ex-prefeito Cesar Maia (PSDB), seu vice na chapa, não pôde comparecer por problemas na coluna.

Freixo esteve na Central do Brasil, onde conversou com trabalhadores e falou da proposta de aumentar o salário mínimo regional, congelado pelo governo do Estado desde 2018.

“A Central do Brasil é símbolo do povo trabalhador do Rio de Janeiro, gente que acorda cedo e batalha todos os dias em busca de uma vida melhor. Por isso, o meu primeiro ato como governador vai ser aumentar o salário mínimo regional para R$ 1.585. O nosso Estado é o único do Brasil onde o mínimo regional foi congelado. Essa foi uma medida de Witzel que foi mantida pelo atual governo. É um absurdo. Nós vamos cuidar das pessoas de bem para que todas as famílias possam viver com dignidade”, disse o candidato, referindo-se ao ex-governador Wilson Witzel, que sofreu impedimento em 2020 por desvios durante a pandemia.

No último dia 9, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) divulgou nota esclarecendo sobre a proposta de aumento do piso salarial regional discutida no debate dos candidatos ao governo do Rio na Band.

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Segundo a entidade, “não é verdade que o piso salarial no estado não é atualizado há três anos. As convenções coletivas de trabalho recompuseram o poder aquisitivo do piso salarial nesse período, sem a necessidade da interferência do Estado. No fim de julho, por exemplo, o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios, filiado à Fecomércio-RJ, e o Sindicato dos Empregados no Comércio da capital assinaram convenção coletiva de trabalho na qual estabeleceram um piso salarial de R$ 1.531 para os trabalhadores de supermercados, valor bem acima do mínimo regional estabelecido pelo poder público em estados como São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.”

De acordo com a Fecomércio, “não se aumenta salário por decreto. Na prática, isso distorce a realidade do mercado de trabalho em uma ação artificial, sem amparo no desenvolvimento econômico e com impacto direto na geração de emprego e renda. O Rio sofreu gravemente com desemprego no ano de 2020, no auge da pandemia, e só agora vem retomando a geração de empregos. Uma economia forte, que gera emprego e aumenta a demanda por mão de obra, é o caminho para melhorar a renda dos trabalhadores. No ano passado, foram criados 177 mil empregos e é este desempenho ao longo do tempo e com consistência, e não um decreto, que será capaz de subir o salário de maneira sustentável.”

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