Fretes do NE para o Sul têm maior risco de roubo e acidente

Estudo apontou que de 2018 a 2020, que 76% dos sinistros de cargas tiveram origem em acidentes e 24% foram relacionados a roubo.

Levantamento realizado pela plataforma FreteBras avaliou as rotas de maior e menor risco no Brasil. O estudo, que analisou 130 mil fretes e mais de 300 sinistros, de 2018 a 2020, aponta que os trajetos com origem no Nordeste em direção ao Sul são os que têm os maiores índices de sinistralidade das cargas. A pesquisa também revela que 76% dos sinistros avaliados no período tiveram origem em acidentes e 24% foram relacionados a casos de roubo.

Considerando a taxa de roubos, condições da pista e riscos gerais que a via pode oferecer, o levantamento indica que, além do trajeto Nordeste-Sul, existe também um grande risco nos trajetos entre Nordeste e Sudeste e do Sudeste com direção ao Norte e Nordeste. As menores taxas de risco foram encontradas nos trajetos com origem no Sudeste e destino ao Centro-Oeste e também nos trechos com origem na Região Norte com direção à região central do país.

Segundo os dados levantados pelo estudo, a Região Sudeste detém 40% dos fretes e sinistros analisados, o que permitiu uma avaliação mais detalhada dos trajetos dentro da região. A pesquisa apontou que o maior risco está na rota originada no Rio de Janeiro com destino a São Paulo, seguida pelos trajetos de Minas Gerais com direção à capital paulista. As rotas com menor risco são as realizadas dentro do estado de São Paulo.

O estudo permitiu ainda a identificação dos tipos de mercadorias e seus valores com maior e menor probabilidade de sinistros. Eletrônicos, fertilizantes, combustíveis, bebidas, sucatas de alumínio, aço e cigarro estão entre as mais propensas a sofrer um sinistro, enquanto produtos químicos, eletrodomésticos e têxteis estão entre as de menor risco.

Já em São Paulo, de acordo com os novos dados do Infosiga SP, sistema do Governo do Estado gerenciado pelo programa Respeito à Vida e Detran-SP, o estado manteve relativa estabilidade no número de fatalidades de trânsito nos cinco primeiros meses de 2021, em comparação com o mesmo período do ano passado, quando os índices de isolamento social por conta da pandemia foram maiores. Dados do Sistema de Monitoramento do Governo do Estado indicam que a média da taxa de isolamento em maio de 2020 foi de 49% e de 42% em maio deste ano.

Nos primeiros cinco meses de 2021 foram contabilizados 1932 óbitos por acidentes de trânsito, contra 1.903 entre janeiro e maio do ano passado, um aumento de 1,5%. Com relação aos acidentes com vítimas, houve um aumento de 9,7%, passando de 64.325 casos em 2020 para 70.587 em 2021.

No período, a maior redução nas fatalidades foi referente aos acidentes envolvendo ciclistas, que caíram 9%, de 166 em 2020 para 151 em 2021. Também se verificou uma queda de 7,6% nos óbitos de pedestres, que passaram de 448 no ano passado para 414 em 2021. As ocorrências com ocupantes de motocicletas se mantiveram estáveis (754 em 2020 e 758 em 2021) e as que abrangem passageiros de automóveis aumentaram 8,8%, de 432 em 2020 para 470 em 2021.

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