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segunda-feira, janeiro 18, 2021

Fé na Enron

O tema do Fórum Econômico Mundial deste ano é “Construindo Confiança” e destaca a “necessidade de todos os líderes se voltarem para os valores fundamentais e ajudarem a restabelecer a fé e a credibilidade no sistema voltado para o mercado”, disse Andre Schneider, diretor de gerenciamento de recursos e conhecimento do fórum de Davos.

Choque de realidade
Sinal dos tempos. Depois de ignorar a primeira edição do evento e dedicar tímida cobertura à segunda, a chamada grande imprensa se viu levada a fornecer espaços bem mais generosos ao III Fórum Social Mundial (FSM), que começou ontem em Porto Alegres. Em alguns casos, o FSM passou a ocupar espaços mais nobres aos dedicados ao desgastado Fórum Econômico Mundial, em Davos, que começou na mesma data. Trata-se de antigo fenômeno social, sintetizado numa única frase: mais dia, menos dia, a realidade se impõe aos que teimam em desconhecê-la.

Sem fio
Os financistas que estão em Davos – e também aqueles que lá foram mesmo com postura crítica em relação ao sistema financeiro internacional – mantêm-se conectados com o que acontece no resto do mundo sem esforço. Além das facilidades de comunicação normalmente encontradas, este ano dispõem de uma rede sem fio em praticamente todas as áreas do centro de congressos e em 14 hotéis. A tecnologia foi implantada pela dupla Accenture e HP.

No lucro
Salário, em média, 134% superior ao que recebiam antes do curso é o que conseguem os alunos do Coppead/UFRJ, que, pelo terceiro ano consecutivo, foi a única escola de negócios brasileira incluída no ranking Financial Times das 100 melhores do mundo. Na edição 2003 do ranking, divulgada ontem, o Coppead aparece como uma das escolas que mais valorizam o salário dos seus alunos. Por esta e outras razões, no item “satisfação do aluno” a escola brasileira ficou em sétimo lugar, passando à frente da Universidade de Wharton, que vem mantendo há alguns anos a primeira posição absoluta no ranking geral.

Nomeado
O geólogo Marco Aurélio Latgé, ex-presidente do Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro no período 1999/2002, foi nomeado subsecretário-adjunto da Secretaria de Estado de Energia, à qual o DRM-RJ é subordinado. Com carreira profissional na Petrobras, Latgé coordenou as mudanças na autarquia durante o governo de Anthony Garotinho, com destaque para a criação da marca de governo hoje representada pelo projeto Caminhos Geológicos, cujas placas explicativas estão sendo espalhadas por todo o Estado do Rio de Janeiro.

Choque
O ataque militar dos EUA contra o Iraque pode ser o estopim da deflagração de um conflito global de “choque de civilizações”. A avaliação é do economista norte-americano Lyndon LaRouche, que irá apresentar a sua avaliação sobre “O Estado da União” no próximo dia 28 de janeiro, numa conferência pública em Washington. O evento será um contraponto ao tradicional discurso homônimo anual do presidente dos EUA, que será apresentado na véspera pelo presidente George W. Bush. O discurso de LaRouche será transmitido ao vivo pela Internet, podendo ser acompanhado no sítio www.larouchein2004.net, com tradução simultânea ao espanhol, a partir das 16h (hora de Brasília).

Classe média
Confirmando os – preocupantes – números do setor, a empresa de blindagem Armor teve em 2002 crescimento de 30%. “Apesar dos esforços do novo governo para conter a onda de violência na cidade, o mercado deve se manter em expansão neste ano de 2003”, segundo Marcos Petrônio, gerente comercial da empresa no Rio de Janeiro. Reflexo disso é o aumento nos pedidos de blindagem em carros mais acessíveis (como Vectra, Marea, Golf e Blazer, por exemplo) e também a procura por carros blindados usados.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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