Fábrica de Bin Laden

Não bastassem os exemplos de Afeganistão, Iraque e Somália, ficam por conta e risco dos ex-colonizadores europeus e os Estados Unidos as consequências dos rumo do governo dos separatistas, que, escoltados pelos bombardeios da Otan, estão à beira de tomar de assalto o poder na Líbia. As divisões internas – que já resultaram no assassinato do general Abdel Fattah Younes, ex-ministro do Interior de Kadafi – e o sectarismo religioso são algumas das sinalizações mais emblemáticas do que está vir por aí.

Calma nessa hora
Está certo o Governo Dilma em resistir à política de canhoneiras que levou à derrubada do governo na Líbia e só reconhecer os novos detentores do poder após normalizada a situação. Além de nada ganhar com o que ocorre no país – ao contrário de França e EUA, que defendem seus interesses econômicos diretos – o Brasil não pode chancelar a intervenção para derrubada de um governo, ainda que uma ditadura envelhecida.

Sai da frente
Falecido neste domingo, vítima do desabamento de parte do teto da sua biblioteca, o economista Antônio Barros de Castro foi homenageado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que antecipou a divulgação de resumo de um estudo que o Instituto está finalizando sobre as políticas de inovação na China, “um dos temas prediletos de Castro”.
Em ciência, tecnologia e inovação, a ascensão chinesa tem sido impressionante. Desde 1999, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) crescem em média 20% por ano, tendo alcançado 1,44% do PIB em 2007, convergindo rapidamente para a média de 2,1% do grupo dos principais países avançados.
A China se tornou em 2008 o segundo maior produtor mundial de conhecimento científico (atrás apenas dos Estados Unidos), expresso no número de artigos publicados em revistas científicas. Desde meados de 1990, foram criados mais de 100 laboratórios nacionais em áreas selecionadas de pesquisa básica e inúmeros parques científicos e tecnológicos.

Planejamento socialista
Não deixa de ser interessante uma observação feita pelo Iedi, que reúne alguns dos principais capitalistas brasileiros: “O sucesso da convergência tecnológica chinesa frente aos países avançados repousa na visão estratégica de longo prazo do governo, que vem, desde a década de 1980, elaborando sucessivos planos de desenvolvimento cientifico e tecnológico.”

Trava
A produção gráfica recuou 0,7% no primeiro semestre, em relação aos seis primeiros meses do ano passado, segundo balanço da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), baseado na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), do IBGE. A maior queda ocorreu no setor de embalagens impressas de plástico: 16,3%. Em contrapartida, a divisão de produtos gráficos editoriais cresceu 9,2% no mesmo período. Para a Abigraf, o movimento negativo a desaceleração da atividade da indústria brasileira no semestre.

Só Papai Noel salva
Apesar do número negativo, a entidade prevê que o setor crescerá 2% em 2011. Isso deve ocorrer, porque, de acordo com o presidente da Abigraf, Fabio Arruda Mortara, a atividade do setor no segundo semestre é tradicionalmente mais aquecida: “É típico do primeiro semestre um crescimento mais tímido. O segundo semestre normalmente é mais forte para a indústria gráfica, já que as áreas promocional e caderneira são mais ativas nesta época do ano”, destaca Mortara, apostando ainda na aproximação do Natal para puxar as vendas do setor de embalagens.

Olho grande
Elites do mundo estão em Estocolmo para a Semana Mundial da Água, evento que “reúne 2.500 participantes, entre especialistas, profissionais, tomadores de decisão e inovadores empresariais, para encorajar novas formas de pensamento e desenvolver soluções.” A presença de Sua Majestade Carlos XVI Gustavo, Rei da Suécia – que vai entregar o Stockholm Water Prize ao professor Stephen R. Carpenter, da Universidade de Wisconsin-Madison - não deixa dúvidas que os países detentores das maiores reservas de água – o Brasil em primeiro lugar – devem se preparar para a guerra, não só em sentido figurado, pelo precioso líquido.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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