Fumaça distorcida

Apenas duas multinacionais, Souza Cruz e Philip Morris, dominam 85% do mercado brasileiro de cigarro, estabelecendo uma relação de forte assimetria em relação às pequenas indústrias, que lutam para sobreviver nos 15% restantes. Os números são citados pelo presidente do Sindicato da Indústra do Fumo do Estado de São Paulo (Sindifumo SP), José Henrique Nunes Barreto, para criticar o omissão do poder público no restabelecimento das condições de competição para todos: “Regras distorcidas, tributação desigual e o farto capital do duopólio foram os ingredientes para tornarem essas empresas vencedoras, induzindo forçosamente as concorrentes à insolvência. As que resistiram até hoje convivem com um crescente endividamento, sem nenhuma perspectiva de solução, o que as impedem de cumprir suas obrigações sociais”, critica.

Veneno
Em tempo: contrária à atuação de monopólios, principalmente, estrangeiros, que levam ao esmagamento do mercado nacional, esta coluna é, ainda, contrária ao fumo, cujos males, já amplamente comprovados pela medicina, produzem graves danos à saúde, sejam os cigarros produzidos com ou sem sotaque.

Nunca mais
Independentemente do desfecho do nebuloso caso da advogada brasileira Sandra Oliveira, a reação, praticamente uníssona, de governo, opinião pública e imprensa tupiniquim,  deflagrada pela denúncia, na sua versão inicial, de que uma grávida fora atacada por neozanistas suíços teve, ao menos um lado positivo: provar que, em sua esmagadora maioria, o país rechaça tal tipo de comportamento. O fato de o caso caminhar para aspectos fantasiosos ou delirantes não elimina duas questões importantes: cabe ao Estado brasileiro defender seus cidadãos no exterior, comportamento, infelizmente, nem sempre adotado; o fortalecimento da patologia do racismo e da xenofobia na Europa, incluindo a Suíça, é doença real que, mais uma vez infelizmente, não se restringe a mentes perturbadas.

Outro lado
Há alguns anos, um delegado lotado na Zona Sul do Rio detectou estranho fenômeno: o aumento exponencial do registro de furtos e roubos por estrangeiros no último dia de sua estada na cidade. Outro fato chamou a atenção do policial: todos os turistas que faziam a queixa na delegacia exigiam comprovante do registro para apresentar à companhia que fizera o seguro do objeto furtado ou roubado. Ou seja, além de ganharem dinheiro de forma malandra, esses gringos ainda engordavam as estatísticas que mancham o nome do Brasil no exterior.

Sem razão para complexos
Apenas a título de comparação, imaginem qual seria a reação da imprensa européia e estadunidense se o delegado decidisse reter turistas autores de registros suspeitos para melhor averiguação do caso, adiando a viagem de retorno aos países de origem? E alguém acha que, comprovada a malandragem, apareceria algum órgão de comunicação ou representante de governo estrangeiro para pedir desculpas à polícia brasileira?

Rio limpo
A Nova Cedae concluiu a interligação do tronco coletor de esgotos da Rua Sacadura Cabral com o tronco coletor de Alegria, que transporta esgoto até a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Alegria, no Caju, Zona Portuária do Rio. Parte do Programa de Despoluição da Baía de Gunabara (PDBG), a ETE de Alegria receberá mais 160 litros por segundo de esgotos. A galeria da Sacadura Cabral foi construída na época do Império em tijolos aparentes e com piso e teto em formato curvo, o que facilita a sua autolimpeza.

Melodia
O Festival Internacional de Música da LBV, edição 2009, realizado no último dia 16, teve como grande vencedora a Banda Melodia da Luz, de Araruama (RJ). O evento fez parte das “Rodas Culturais e Espirituais”, encontros de jovens da LBV que propagam a educação sob um prisma inovador, unindo a instrução básica à espiritualidade ecumênica. Os eventos ocorrerão até março. Mais informações pelo telefone 0800 7707940 ou em www.acaojovemlbv.com.br

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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