Fumo sem rodas

A Comissão de Viação e Transportes aprovou projeto de lei, de autoria do deputado De Velasco (PSL-SP), que proíbe o motorista fumar ao volante ou por qualquer ocupante do veículo quando houver criança a bordo. O projeto, que tem tramitação conclusiva nas comissões, ainda será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.

Dobro
Usuários do sistema Onda Livre, da Ponte Rio-Niterói, devem redobrar atenção na hora de conferir o extrato com a cobrança das passagens pelo pedágio. Um motorista foi brindado com duas cobranças no mesmo dia, no mesmo horário. Reclamou e recebeu a promessa de que o valor será compensado na próxima fatura. Quem não tiver cuidado paga em dobro. Não é nada, não é nada, são mais R$ 1,70 na conta da concessionária Ponte S/A.

Inversão
Nem a bajulação característica justifica o caradurismo da mídia “chapa branca” de transformar o presidente FH de obstáculo ao aumento do salário mínimo para R$ 180 em baluarte do reajuste do mínimo.

Juros e spreads
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados reúne-se às 15h de hoje e às 14h30 de amanhã para uma avaliação do resultado das medidas anunciadas pelo Banco Central para a redução das taxas e spreads bancários. Estão convidados, os presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Moreira Ferreira (PFL-SP), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antônio de Oliveira Santos, e da Febraban, Roberto Setúbal, além de Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-integrante da equipe tucana.
Já na quinta-feira, às 10h, a comissão tem audiência para debater os problemas identificados na estimativa do valor econômico do Banespa. Estão convidados o diretor do Banco Central Carlos Eduardo de Freitas e o secretário da 9ª Secretaria de Controle Externo do TCU, Jorge Pereira de Macedo.

Herança paulista
Ao assumir a Prefeitura de São Paulo, em janeiro, a prefeita Marta Suplicy (PT) vai dispor de uma receita 3,3% menor do que a administrada este ano por Celso Pitta. O orçamento de 2001 está estimado em R$ 7,9 bilhões, R$ 7,5 bilhões dos quais em receitas próprias e R$ 380 milhões de operações de crédito.
A principal fonte da prefeitura será proveniente do ISS (R$ 1,66 bilhão), seguida por transferência de ICMS (R$ 1,65 bilhão) e IPTU (R$ 1,36 bilhão). De outras transferências do estado, como o Fundef, estão previstos R$ 636 milhões e do IPVA, R$ 576 milhões. Detentora de uma dívida ativa que beira os R$ 5 bilhões, o município deverá destinar até 13% da sua receita líquida para pagamento da dívida com a União. Apenas em 2001, os gastos com a dívida devem consumir cerca de R$ 900 milhões. Além dos débitos de longo prazo, a prefeitura terá de arcar com pagamento de R$ 1,5 bilhão de dívida de curto prazo, também a ser quitada ano que vem.

Deflator
Da declaração do ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, de que as privatizações criaram 147 mil postos de trabalho líquidos é preciso abater os empregos norte-americanos, japonenes, europeus, asiáticos…

Popularizar
A Federação Paulista de Golfe inaugura na próxima terça-feira o primeiro campo de golfe público do Brasil construído em área privada. O FPG Kaiser Golfe Center está instalado num terreno de 25 mil metros quadrados, próximo ao Aeroporto de Congonhas, e consumiu investimento de R$ 1,5 milhão. A federação sonha em popularizar o esporte, visto como elitista. “Há tempos, o tênis também foi praticado em quadras de clubes freqüentados por uma elite, ganhando mais e mais adeptos com a construção de quadras públicas. O mesmo acontecerá com o golfe”, prevê Álvaro Almeida, presidente da FPG. O objetivo da entidade é elevar em 10% – ou 8 mil golfistas – o número de praticantes em São Paulo. Só falta aparecer um Guga do taco.

Visão única
O deputado Milton Temer (PT-RJ) disse que a exclusão de palestrantes contrários à desestatização na programação do seminário sobre os 10 anos de privatizações, que aconteceu ontem na sede do BNDES no Rio de Janeiro, “transformou o evento em uma celebração, ao invés de um seminário”. Temer pediu a palavra na platéia, logo após a abertura do seminário, feita pelo presidente do BNDES, Francisco Gros. Antes de demonstrar a força dos que defendem a privatização, a exclusão comprova a fraqueza dos seus argumentos.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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