Fundo Social lançado pelo Governo é insuficiente para salvar empregos no RS

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Chuvas, alagamento (Foto: Fernando Frazão/ABr)
Chuvas, alagamento (Foto: Fernando Frazão/ABr)

O Fundo Social para as empresas do Rio Grande do Sul, lançado nesta quarta-feira pelo Governo Federal e que deve chegar a até R$ 15 bilhões, é insuficiente para salvar os empregos dos gaúchos. Na avaliação do presidente do Instituto Empresa, Eduardo Silva, o financiamento com juros mais baixos que os praticados pelo mercado, servirá somente para repor equipamentos, permitir obras da construção civil e rever a malha industrial. A manutenção de empregos se faria com suporte à folha de pagamento. “Em termos de receitas, o mês de maio praticamente não existiu. Mas a folha, os encargos sociais e as contribuições obrigatórias persistiram”, ressalta.

De acordo com Silva, uma resposta adequada exigiria o estabelecimento de algo como um Programa Emergencial de Suporte a Empregos (PESE), promovido durante a Pandemia da Covid. O Instituto Empresa, associação privada de investidores que atua no Mercado de Capitais promovendo a governança corporativa e defendendo investidores, também se preocupa com a morosidade e a burocracia para que os recursos cheguem ao destino, ressaltando que os empresários estão perplexos e desafiados com o tamanho das perdas sofridas.

Auxílio efetivo às Empresas

A maior parte dos empresários jamais administrou uma crise de tamanha proporção. Para auxiliá-los na avaliação dos cenários, no reposicionamento e na obtenção de novas receitas e financiamento, o Instituto disponibilizou para as empresas, gratuitamente, o seu serviço “Conselhos Digitais”.

Conselheiros de Empresas atuarão gratuitamente junto às empresas afetadas auxiliando o empresário. O Conselho é consultivo e não toma decisões, mas realiza o diagnóstico e propõe alternativas, emprestando um olhar externo de apoio. Os dados da empresa serão enviados digitalmente e em sigilo aos Conselheiros, as reuniões que serão virtuais e acontecerão pelo menos uma vez por mês. A iniciativa terá prazo de seis meses, prorrogável por mais seis.

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“Acreditamos que o suporte trazido por um conselho consultivo externo, formado por profissionais qualificados para assessorar a tomada de decisão do empresário e da empresa deve auxiliar na preservação de empregos, com a geração de receita e a manutenção da população em suas cidades de origem”, afirma Ricardo Lautert, membro do Fórum de Conselheiros Independentes do Instituto Empresa e coordenador do projeto. Ele conta com mais de 10 anos de experiência em Corporate Finance, em empresas como grupo RBS, Banco Sicredi e a Gestora Monte Bravo.

Os Conselheiros deverão auxiliar os empresários em seis áreas:

Orientação Estratégica: avaliação dos danos causados pela catástrofe, identificação de áreas de oportunidade e desenvolvimento de estratégias de recuperação;

Apoio na Captação de Recursos: orientação sobre opções de financiamento, subsídios e outras formas de assistência financeira disponíveis, inclusive e sobretudo, no Mercado de Capitais, pela emissão de Certificados de Recebíveis e outras formas de acesso ao crédito;

Avaliação de Riscos e Oportunidades: identificação e avaliação dos riscos e oportunidades que surgem após a catástrofe, auxiliando na tomada de decisões;

Desenvolvimento de Planos de Ação: elaboração de planos de ação claros e abrangentes, definindo metas realistas e prazos para a implementação de medidas de recuperação;

Networking e Relacionamento: com vasta experiência e uma ampla rede de contatos, eles podem ajudar a empresa a se conectar com outros parceiros de negócios, fornecedores, clientes e organizações governamentais que possam oferecer suporte durante o processo de recuperação;

Mentoria e Aconselhamento: podem atuar como mentores, oferecendo orientação valiosa e compartilhando suas próprias experiências em lidar com situações semelhantes de crise.

O projeto Conselhos Digitais, é uma iniciativa do Instituto Empresa que, desde 2022, conecta empresas a profissionais qualificados do mercado. Conselheiros consultivos, conselheiros de administração, conselheiros fiscais e conselheiros de startups atuam por meio digital, em plataforma virtual, em Empresas melhorando sua gestão, qualificando suas operações, incentivando inovação e a implantação de melhores práticas de governança.

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