FUP manifesta preocupação com reajuste do gás de cozinha

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Deyvid Bacelar, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (Foto: FUP)
Deyvid Bacelar, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (Foto: FUP)

Em nota divulgada hoje, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) recebeu com preocupação a decisão da Petrobras de reajuste nos preços do gás de cozinha (GLP) às refinarias, que entrou em vigor nesta terça-feira, juntamente com a elevação dos preços da gasolina.

“Sabemos que o Brasil importa parte do GLP (gás de cozinha) que consome. Mas não podemos esquecer que o gás de cozinha é item básico da cesta de consumo da população e aumentar seu preço prejudica o orçamento familiar. Qualquer aumento pode restringir o alcance de parte da população ao produto”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Ele reconhece que a subida do dólar e a recente elevação dos preços do brent no mercado internacional, estão pressionando os custos da Petrobras, após cerca de 11 meses sem aumento, no caso da gasolina, e 28 meses no caso do GLP. Mas Bacelar ressalta ser fundamental a Petrobras, como empresa estatal, priorizar em seu planejamento de custos a garantia de acesso da população ao botijão de gás.

“A nova política comercial da Petrobras para a gasolina e diesel, implementada em maio de 2023, com o fim do equivocado Preço de Paridade de Importação (PPI), foi fator importante para a mitigação da volatilidade dos preços no mercado interno, contribuindo, assim, para combater pressões inflacionárias no último ano. No entanto, infelizmente, no caso do GLP, o país ainda tem uma maior dependência de importações”, diz a federação.

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Já de acordo com o mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, no fechamento de junho o valor médio do litro da gasolina foi de R$ 6,02, mesmo preço registrado em maio. Já o etanol foi comercializado a R$ 3,99, com queda de 0,2%, R$ 1 centavo mais barato em relação ao mês anterior.

“Quando analisamos o comportamento de preço dos combustíveis no primeiro semestre de 2024, identificamos um aumento de 5% para a gasolina e de 11% para o etanol, no comparativo com as médias registradas em janeiro. Já ante o fechamento do primeiro semestre de 2023, os motoristas estão pagando, em média, 9% a mais pelo litro da gasolina. Já o etanol oscilou menos, mas ainda assim houve um aumento de 2%”, destaca Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

No recorte regional de junho, o Norte registrou a média mais alta de todo o País para a gasolina, que fechou junho a R$ 6,40, e o Nordeste para o etanol, encontrado à média de R$ 4,64. Já o Sudeste comercializou a gasolina mais barata de todo o território nacional, a R$ 5,88, e o Centro-Oeste liderou com o etanol a preço mais baixo, a R$ 3,87.

Na análise por estado e o Distrito Federal, o IPTL identificou que São Paulo se destacou no fechamento de junho com as médias mais baixas de todo o País para a gasolina (R$ 5,77). Os postos paulistas e os mato-grossenses comercializaram o litro do etanol pela menor média entre os estados, de R$ 3,77. No Acre foi encontrada a gasolina mais cara (R$ 6,88) e no Sergipe o etanol com o preço médio mais alto (R$ 5,08).

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