Furacão Matthew chega aos EUA e deixa 225 mil pessoas sem luz

Internacional / 04:54 - 7 de out de 2016

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O furacão Matthew chegou na manhã de hoje à costa da Flórida, com ventos de até 210 km/h Os ventos atingiram transformadores de energia elétrica, deixando 225 mil pessoas sem eletricidade. As autoridades estão divulgando sucessivos avisos para que as pessoas saiam das áreas de risco e procurem imediatamente abrigo. O furacão é o mais forte dos últimos dez anos e o governador da Flórida, Rick Scott, até mudou o nome dele. Em vez de chamá-lo de Matthew, o governador está chamando o furacão de Monster ("monstro"). Apesar de, nas últimas horas, os meteorologistas terem reduziram o seu potencial destruidor - que deixou de ser categoria 4 e passou a ser categoria 3 -, o furacão continua a ser um sério risco para a população dos estados da Flórida, da Geórgia, da Carolina do Sul e da Carolina do Norte, principalmente porque vem associado com tempestades. O governador da Flórida, Rick Scott, faz alertas sobre os perigos dessas tempestades. Dirigindo-se à população da costa da Flórida, ele deu a seguinte declaração: "Saiam do caminho dessa tempestade, porque infelizmente ela pode matar vocês". As autoridades não estão apenas pedindo - mas sim dando ordens - para que os moradores abandonem suas casas. Só na Flórida, cerca de um 1,5 milhão de pessoas já saíram das áreas que potencialmente podem ser atingidas pelo furacão. Se somadas com os deslocamentos nos estados da Geórgia, da Carolina do Sul e da Carolina do norte, mais de 2 milhões de pessoas estão deixando ou já deixaram áreas de risco da Costa Leste dos EUA. As principais rodovias da Flórida, da Geórgia, da Carolina do Sul e da Carolina do norte estão com filas enormes de congestionamento. Muitos postos de gasolina de cidades da costa desses estados estão sem combustível devido à grande procura pelo produto. Supermercados estão com as prateleiras vazias porque os moradores compraram grandes quantidades de comida e água para estocar. O furacão também está afetando o transporte aéreo dos Estados Unidos. De quarta-feira até hoje, mais de 3.800 voos foram cancelados nos aeroportos de Miami, capital da Flórida, de Atlanta, capital da Geórgia, e de outras cidades norte-americanas. O diretor do Centro Nacional de Furacões, Rick Knabb, em entrevista ao programa de televisão "Good Morning, America", um dos mais assistidos nos Estados Unidos, disse que os prejuízos do furacão podem ocorrer também no interior e não apenas na costa atlântica. Ele fez um alerta aos moradores da Flórida, da Carolina do Sul, da Geórgia, e da Carolina do Norte, que vivem em áreas que estão no caminho do furacão, para que saiam imediatamente para outros cidades ou outros estados. Segundo ele, se demorarem, esses moradores correm perigo de morte, porque podem ser atingidos nesse processo de mudança pelas fortes tempestades previstas. Antes de chegar aos EUA, o furacão passou por países do Caribe, deixando um quadro de destruição e morte. No Haiti, depois que o furacão passou, as equipes de resgate começaram a percorrer áreas remotas do país e o resultado foi desalentador: o balanço até agora mostra que morreram 339 pessoas. Houve também dezenas de mortes e destruição de prédios na República Dominicana, em Cuba e nas Bahamas. Nas Bahamas, cerca de 3 mil turistas só hoje começam a deixar o país. Até ontem, eles estavam impedidos de sair por causa do furacão. Após quase 400 mortes provocadas, papa pede solidariedade ao Haiti O papa Francisco lamentou nesta sexta-feira os estragos causados pelo furacão Matthew no Haiti, onde quase 400 pessoas morreram. Em comunicado, o líder da Igreja Católica expressou sua "dor" e disse estar "próximo, em oração", das pessoas que foram atingidas pelo furacão, considerado o mais devastador a passar pelo Caribe em uma década. A carta foi enviada pelo secretado de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, ao presidente da Conferência Episcopal do Haiti, cardeal Chibly Langlois. "O papa reza pelas vítimas do furacão e assegura sua proximidade e afeto espiritual aos feridos e a todos que perderam suas casas no desastre", destacou o comunicado. Francisco também encorajou a população a ser "solidária" entre si, "nesta nova prova para o país". Matthew passou pelo Haiti na última terça-feira e deixou 339 mortos, de acordo com o balanço mais recente. O número de vítimas pode crescer, já que muitas áreas ainda estão inacessíveis para as equipes de resgate. A região mais castigada foi o Sul do país, com 300 mil residências danificadas. Somente na cidade de Roche-a-Bateau, 50 pessoas morreram na vizinha Jeremie, onde 80% das casas vieram abaixo. Agentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disseram que a situação do Haiti é "apocalíptica" e que há 500 mil crianças desabrigadas ou em zonas de risco. Em 2010, o país foi devastado por um furacão e até hoje não conseguiu se recuperar. Com informações da Agência Brasil, citando a Ansa

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