Fórum Social Temático

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– Começou nesta terça-feira mais uma edição do Fórum Social Mundial, criado em 2001. Realizado no Rio Grande do Sul – em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo – o Fórum Social Temático Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental será aberto com uma marcha em Porto Alegre. Este é um dos desdobramentos do Fórum Social Mundial previstos para este ano, que gerará propostas para levar à Cúpula dos Povos da RIO+20, encontro simultâneo à Conferência de Cúpula da ONU.

– Um dos debates que atravessa o Fórum e remete ao lema original, Outro Mundo é Possível, é sobre o alcance de conceitos como o da economia verde, incluído nos postulados de uma sociedade capitalista, em oposição a expressões de uma economia não capitalista, como o da economia solidária.

– Desde 2001, a ditadura neoliberal, que teria imposto até mesmo o fim da História, caiu do muro com a crise iniciada em 2008, com extensões cada vez mais danosas. As forças reagentes, originadas a partir da realização do primeiro fórum, descortinam um cenário de avanços quanto à possibilidade de transformações, com atores expressivos de oposição capitalista, como os movimentos Ocupe Wall Street, Primavera Árabe e as mobilizações européias dos indignados.

– Na América Latina, a Via Campesina, os quilombolas e os indígenas, entre outros, foram capazes de gerar mobilizações e conquistas, como o movimento A Guerra pela Água e a Conferencia Mundial de los Pueblos sobre el Cambio Climático y los Derechos de la Madre Tierra, ambos em Cochabamba (Bolívia), resultando da conferência a Declaração de Direitos da Mãe Terra.

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– Como mobilização para convergir para a Rio+20, o Fórum Social Temático tem tudo para ser bem sucedido na construção de uma pauta comum destes movimentos, para fazer valer uma das propostas do desenvolvimento sustentável, como definido no relatório Nosso Futuro Comum, de 1987 e que será reelaborado na RIO+20, de rever o processo internacional de tomada de decisões.

Falsa gravidez
Nos últimos dias, o noticiário esteve empenhado com o caso de Maria Verônica Aparecida César Santos, 25 anos, que utilizando uma barriga falsa de silicone, coberta por tecido, teria se passado por grávida de quadrigêmeos, em Taubaté (SP). Tão curioso quanto, é que o marido também teria se deixado enganar. Em 17 de janeiro, Ana Paula Muckenberger, 29 anos, blogueira de Blumenau (SC), disse que a suposta grávida de quadrigêmeos de Taubaté teria copiado o ultrassom apresentado como “prova” da gravidez de sua página na internet.
Há empresas que também se exibem como se estivessem prenhas de resultados sociais, ambientais, culturais e econômicos, com relatórios de sustentabilidade embaixo do braço, copiados não se sabe de quem, mas que não resistem a um exame ginecológico elementar, para que se constate suas barrigadas de silicone. E os maridos não percebem…

TKCSA desiste de ações
A Fiocruz divulgou nota em que afirma que uma petição de desistência, assinada na sede da OAB, cancelou a ação movida pela ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) contra os pesquisadores Hermano Castro (ENSP), Alexandre Pessoa Dias (EPSJV) e também contra a bióloga Mônica Lima, do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os pesquisadores estavam sendo processados judicialmente pela empresa por declarações sobre os impactos que a companhia tem gerado para a população de Santa Cruz, no Rio de Janeiro (RJ).
Em nota anterior, a presidência da Fiocruz afirmara que “preza, entre seus valores centrais, a plena liberdade de expressão individual de seus trabalhadores” e destacou que “a via jurídica escolhida pela empresa para tratar do contraditório, presente em questão tão complexa, repercute como cerceamento à liberdade de expressão e cria constrangimentos para o trabalho institucional”. A nota também manifestava a expectativa de que a TKCSA voltasse atrás na decisão.
Em outubro de 2011, a presidência da Fiocruz recebeu o relatório “Avaliação dos impactos socioambientais e de saúde em Santa Cruz decorrentes da instalação e operação da TKCSA”, que teve como objetivo contextualizar e subsidiar as ações da Fundação em relação aos impactos advindos da instalação e da operação da empresa e se tornou referência para examinar o empreendimento.

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