Fórum

O Comitê Organizador do Fórum Social Mundial, divulgou ontem os debates que serão realizados, pelas manhãs, no FSM, que será aberto, na próxima quinta-feira, em Porto Alegre. Estão confirmados, entre outros debatedores, Ahmed Ben Bella, Alfredo Guevara, Ana Ester Ceceña, Anuradha Mittal, Armand Matellart, Atílio Borón, Bernard Cassen, Boavaentura de Souza Santos, Diane Matte, Eric Toussaint, Ermínia Maricato, Emir Sader, Fábio Konder Comparato, Geogine Djeutane, Frei Beto, Ignacio Ramonet, Jaques Chonchol, Jaques Testart, Jorge Beinstein, Joyce Pekane, Kalaysh Satyarti, Mark Ritchie, Maria Vitória Benevides, Marina Silva, Michel Löwy, Norman Solomon Paul Nicholson, Riccardo Petrella e Samir Amin.

Duelo
O jornal francês Libération dedicou uma página e meia de sua edição de ontem ao Fórum Social Mundial. O título da reportagem, “Duelo de Cúpulas”, resume bem o teor do texto. Segundo o diário, um dos maiores da França, o encontro na capital do Rio Grande do Sul é “uma resposta ao Fórum Econômico de Davos”, que também acontecerá de 25 a 30 de janeiro, só que na Suíça. O texto diz que, este ano, os olhares dos participantes da “reunião que define rumos da economia mundial” (o Fórum Econômico) estarão “voltados para o Brasil”. Segundo o jornal, centenas de manifestantes anti-OMC (Organização Mundial do Comércio) franceses deixarão de ir este ano a Davos para comparecer ao encontro de Porto Alegre.

Apoio
O escritor Michael Löwy doou o Prêmio Sérgio Buarque de Holanda na categoria ensaio social, recebido em dezembro pelo livro A guerra dos deuses, ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terrra (MST).  Nascido no Brasil, o escritor está radicado, desde 1969, na França, onde é diretor de pesquisa do CNRS (Paris). Löwy justificou a doação ao MST, afirmando que o movimento “está na vanguarda da luta contra a injustiça social no Brasil e por um novo modelo de sociedade”. Uma iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional, o Prêmio Sérgio Buarque de Holanda é concedido anualmente e abrange seis categorias: poesia, narrativa, ensaio literário, ensaio social, tradução e projeto gráfico. O objetivo é homenagear escritores e intelectuais brasileiros que tenham se destacado durante o ano. O livro premiado analisa as relações entre religião, política e sociedade na América Latina durante as últimas três décadas.
Pelo visto, apesar da satanização do MST pelo tucanato, o movimento continua angariando apoios nos meios intelectuais internacionais, para desgosto do professor FH.

Apoio
Se não ficar só no factóide de quem pretende postular o cargo de secretário-geral da ONU, o Brasil pode aumentar seu contingente militar no Timor Leste. A afirmação foi feita em Dili (capital do Timor Leste) pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. FH disse ainda que o Brasil poderá manter suas tropas atuando no território timorense, mesmo depois de consolidada a independência do país. A medida chegou a ser solicitada pelo presidente do Conselho Nacional de Resistência Timorense, Xanana Gusmão, em discurso na sede do Conselho.

Estranho no ninho
Nem FGV, nem Ibmec. O curso de MBA do Instituto de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead) foi incluído entre os 100 melhores do mundo no ranking de 2001 do jornal Financial Times. O curso da Coppead ficou em 99º lugar, com 38,5 pontos, na avaliação do FT, à frente apenas da Escola Norueguesa de Administração, com 38,1. O curso melhor colocado é o da americana Universidade da Pennsylvania em Wharton, que obteve 76,1 pontos, ultrapassando a primeira colocada no ranking do ano passado, a Harvard Business School. Os seis primeiros lugares do ranking pertencem a escolas dos Estados Unidos. Resta saber se estar num ranking típico do neoliberalismo como esse é mérito ou demérito.

Trevas e Procon
O livro Memórias das Trevas – Uma Devassa na Vida de Antonio Carlos Magalhães, lançado ontem pelo jornalista João Carlos Teixeira Gomes, “é um caso para o Procon”, afirmou ACM, porque, segundo ele, trata-se “propaganda enganosa”. O senador disse que esperava histórias “mais fortes” sobre ele no livro. A seguir, se corrigiu: “Esperava que houvesse alguma coisa substancial da minha vida que eu não soubesse. Gastam isso tudo de páginas e não dizem absolutamente nada que ofenda a minha moral.” No seu estilo costumeiro, ACM afirmou que “os corruptos que pagaram o livro são os ladrões da Sudam, DNER e dos portos”. O senador também acusou o PMDB de ter pago a edição do livro que, segundo ele, custou mais de R$ 1 milhão. O presidente do Congresso afirmou que sua publicação não trouxe nenhuma acusação contra sua moral. Ele disse ainda que não vai impedir a circulação do livro e nem entrar na Justiça para tirar sua foto da capa.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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