Brent Bankosky, ex-diretor sênior na parte norte-americana de desenvolvimento de negócios da Takeda Pharmaceuticals International Inc., participou dos preparativos para a formação de uma aliança estratégica do grupo japonês com a Cell Genesys, Inc., e também da aquisição da Millennium Pharmaceuticals, Inc., que internamente tinham nomes de código, projeto Ceres projeto e projeto Mercury. Quando ainda era funcionário, se aproveitou das informações privilegiadas, em 2008, em algumas operações na Bolsa de Nova York, Bankosky obteve uma taxa de retorno de 169% e um lucro de US$ 63 mil. Em fevereiro de 2008, operou com base na proposta de aliança estratégica com a Takeda Cell Genesys, que foi anunciada em março. A partir de março desse mesmo ano, se utilizou do plano dos japoneses para adquirir a Millennium, o que foi anunciada em abril. E, em 2009 e 2010, adquiriu opções de compra da Arena Pharmaceutical Inc. e AMAG Pharmaceutical Inc., quando as empresas ainda estavam em negociações.
Bankosky foi promovido a diretor sênior de desenvolvimento de negócios da Takeda em setembro de 2010, mas se demitiu em maio de 2011, quando a Securities and Exchange Comission achou que o agora ex-executivo tinha violado as leis norte-americanas de valores mobiliários, que proíbem que os empregados de uma empresa divulguem ou comercializem com seus títulos, baseados em fatos ainda não revelados ao regulador e ao mercado. Para se livrar de maiores problemas , Bankosky concordou em pagar multa de mais de US$ 136 mil para a SEC. A sua situação, no entanto, será decidida pelo juiz Harold Baer.
Recado para a CVM?
Sanjay Wadhwa, diretor adjunto do gabinete da SEC em Nova York e chefe adjunto da Unidade de Abuso de Mercado, garante a determinação de livrar o mercado dos Estados Unidos dos utilizadores de informações privilegiadas, perseguindo-os aonde se encontrem, seja um fundo de hedge que colhe milhões de dólares em ganhos ilícitos ou um investidor individual na esperança de voar sob o radar por lucros comerciais relativamente pequenos.
Zuckerberg ganharia mais na BM&Fbovespa
Mark Zuckerberg ainda receberá neste ano o salário de US$ 500 mil, valor fixado em 2005. Somente a partir do próximo ano e que vai ganhar apenas US$ 1, conforme consta dos últimos documentos enviados para a Securities and Exchange Comission. O fundador do Facebook também terá direito a uma bonificação de 45% e opções sobre ações da companhia, remuneração igual a de Sheryl Sandberg, diretora financeira, cujo salário anual é de US$ 300 mil. O Facebook divulgou novos detalhes de sua iminente entrada na bolsa, uma semana depois de ter iniciado formalmente os trâmites para abrir capital em Wall Street no segundo trimestre deste ano. Na documentação apresentada, a rede social apresentou mais detalhes sobre sua relação com a empresa Zynga, parceria que será mantida para aumentar o número de usuários de cada uma delas. A Zynga proporciona cerca de 12% da receita do Facebook.
Os dirigentes da companhia esperam arrecadar US$ 5 bilhões com sua oferta pública inicial de venda de ações, mas ainda não definiram se os títulos serão listados na Bolsa de Nova York ou na Nasdaq. Na semana passada, a empresa adiantou dados sobre o desempenho no ano passado, quando obteve faturamento de US$ 3,7 bilhões e lucro líquido de US$ 1 bilhão. Nesta, revelou que contrato de arrendamento da sua sede em Palo Alto, na Califórnia, pela qual pagou US$ 11 milhões no ano passado vai ser aumentado para US$ 22,7 milhões em 2025. Enquanto isso, os analistas norte-americanos estão fazendo a previsão de que a avaliação da rede social com 845 milhões de usuários ficará entre US$ 75 bilhões a US$ 100 bilhões.














