Garagem

O ministro Jacques Wagner só tem contado com o carro oficial para seus deslocamentos; fora isso, está a pé.

O preço é nosso!
O deputado federal Antonio Carlos Pannunzio (PSDB/SP), apresentou esta semana projeto de lei que põe termo à indexação do preço do petróleo no país às variações no mercado externo. Pannuzio afirma que o projeto antecipa a auto-suficiência do país na matéria, prevista para 2006. E argumenta que, conquistada a auto-suficiência, não há porque submeter o país à instabilidade do mercado externo: “Será o fechamento de um longo ciclo de conquistas que começou em 1950, com o movimento “O petróleo é nosso”, e que se encerra com o sentimento de que o preço agora também é nosso”, salienta.

Para os brasileiros
O projeto de Pannunzio, presidente estadual do PSDB de São Paulo, representa uma reviravolta nas justificativas do tucanato para vincular os preços do petróleo e seus derivados no Brasil aos praticados no mercado internacional. A alegação oficial no governo FH de que a medida visava a estimular a competição interna, na verdade, escondia o objetivo de garantir – com status de política de Estado – lucro indexado aos padrões internacionais para grupos estrangeiros que embarcassem no negócio no Brasil. Essa opção deixou os brasileiros sem proveito dos avanços da produção. Agora, Pannunzio defende a extensão dos benefícios “dessa conquista histórica” para os consumidores e até faz uma crítica, implícita, à quebra do monopólio estatal do petróleo perpetrada pelo tucanato: “Nas mãos do Estado brasileiro, (o petróleo”) significa uma garantia para a nossa política econômica, permitindo ao país estabelecer política de preço justa e estável”, defende.

Fundos
Circula entre os fundos de pensão uma espécie de organograma da atuação do governo petista na área. Seriam duas fatias: uma, avaliada como boa, comandada pelo ex-ministro Gushiken; na outra, não tão boa, estariam as indicações feitas pelo também ex-ministro José Dirceu, junto com seu ex-assessor Marcelo Sereno. A maior surpresa fica por conta de um detalhe do organograma: ligado diretamente ao ex-todo-poderoso da Casa Civil, o operador do mercado financeiro conhecido como Haroldo Pororoca. O esquema não é segredo para a Abrapp.

Arraes
A Câmara dos Vereadores do Rio homenageia, hoje, às 18h30, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Participarão da cerimônia, entre outros, o deputado Eduardo Campos (PSB-PE), neto de Arraes e que representará a família do ex-governador e o PSB, o cineasta Luiz Carlos Barreto, Marina Santos, da coordenação Nacional do MST, e Ana Muller, do antigo Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA). Durante o ato, será exibido vídeo sobre Arraes, produzido por seu filho Guel Arraes. Apresentado somente na missa de sétimo dia, em Recife, o vídeo tem cerca de 25 minutos de duração. A homenagem foi sugerida pelo vereador Eliomar Coelho (PT)

Plim-plim
O merchandising – aquela propaganda inserida no meio de um programa de televisão – tem efeito menor do que o anúncio convencional, mostra estudo realizado pela norte-americana Find/SVP. Mais de metade dos consumidores entrevistados (52%) disse que estaria muito mais ou um pouco mais propenso a comprar um produto visto em um comercial, comparado com outro produto apresentado em uma atração, que ficou com apenas 23% da preferência.
“Mesmo com o crescimento exponencial dos gastos com programas dirigidos para marcas, os comerciais tradicionais de TV ainda têm um impacto sobre os consumidores”, disse Frank Dudley, vice-presidente de marketing da Find/SVP.

Inserção
No próxima terça-feira, às 18h, a Stüssi Neves Advogados realiza, no Clube Americano, coquetel de lançamento de A inserção do portador de deficiência no mercado de trabalho, de Gláucia Vergara (Editora LTr).

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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