Garantidos

Os crédulos em que as reservas internacionais do país, em torno de US$ 350 bilhões, são garantia suficiente contra uma fuga massiva de capitais deveriam dar-se conta de que, segundo o JPMorgan, apenas os fundos japoneses tinham US$ 44 bilhões aplicados no Brasil em contratos futuros, até o último dia 20. No total, de acordo com a Bloomberg, os investimentos financeiros daquele país aqui atingem US$ 102 bilhões. Pouco menos de 1/3 das reservas, esses dólares podem desaparecer num simples clique no computador. Na verdade, reservas robustas são muito mais garantia de lastro, em países que não controlam capital, para fuga de capitais do que garantia contra crise cambial.

Fim do paraíso
A campanha Fim aos Paraísos Fiscais (www.fimaosparaisosfiscais.org) lança nesta sexta-feira, em todo o mundo, o Dia de Ação Global contra os Paraísos Fiscais. Mais de 50 organizações, entre elas, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), irão realizar diversas manifestações. As organizações estão se mobilizando desde fevereiro deste ano com a intenção de exigir que os líderes do G20 adotem medidas para requerer que empresas publiquem o lucro verdadeiro que obtêm, principalmente em países em desenvolvimento, e que paguem os impostos devidos, deixando de usar os artifícios que ajudem na sonegação. Parte desses artifícios são justamente o envio do lucro não declarado para paraísos fiscais.

Liberdade, liberdade
Questionados sobre os motivos que os levaram à área de consultoria, 36,5% dos profissionais da área responderam “maior liberdade e autonomia”. Já “crescimento profissional” foi a opção de 28,7%. As outras respostas mais votadas foram “possibilidade de maior remuneração” (20%) e “dificuldade para conseguir emprego “(6%).
A pesquisa “Consultoria 2011/2012 – Um retrato sem retoques” foi realizada com 539 profissionais, no início de agosto, pelo Portal Consultores (www.consultores.com.br)
Apenas 8,8% afirmaram que os negócios decresceram nos últimos 12 meses. Mantiveram-se estáveis para 45,5%, percentual quase idêntico aos que responderam que os negócios cresceram. A expectativa para o próximo ano é de otimismo: 77% acreditam que crescerão e 20% apostam que continuarão no mesmo nível. Somente 3% se mostraram pessimistas.

Oculto
A propósito da nota “Gigante coreana”, publicada aqui na véspera, em que se questionava a possibilidade de um salto de qualidade dos produtos de informática da Samsung, que, em seus primórdios, chegaram a ser batizados de “sem sunga”, um leitor descrê dessa hipótese a partir da sua experiência com a marca: “Tenho dois monitores deles, os dois bichados. Com cinco anos de uso cada um, apareceu um vício oculto. Problema crônico em uma penca de monitores dos mesmos modelos. A gente tem de trocar um chip interno e eles não assumem que é vício oculto”, relata.

Exame
Criticados por muitos médicos, laboratórios terão a chance de obter certificação internacional e garantir a qualidade dos exames. O certificado é uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial e a American Society for Clinical Pathology e permitirá, segundo a entidade brasileira, ao profissional de laboratório clínico eliminar lacunas na formação acadêmica.

Quase vício
Metade dos consumidores nos EUA são usuários avançados de smartphones, redes sociais e outras ferramentas, contra 32% em 2008. No estudo de uma consultoria norte-americana, são qualificados sete tipos distintos de consumidores, segundo o grau e o tipo de utilização destes mecanismos. São qualificados de “digital-media junkies” aqueles com o grau mais avançado de utilização, grupo que já representa 20% do total.

Fisco eletrônico
Já são 530 as prefeituras que adotaram a nota fiscal de serviço eletrônica (NFS-e). Os municípios que passaram a exigir a emissão da nota eletrônica representam 63,21% do PIB nacional. De acordo com a empresa Conceito W Sistemas, de Joinville (SC), até dez novas cidades implementam a NFS-e por semana. Com o consequente aumento de arrecadação, o contribuinte fica esperando melhores serviços, ou redução das alíquotas.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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