Gargalos na oferta manterão inflação em alta até o final de 2021

PIB real global pode crescer 5,5%; no Brasil, só 3,8%.

A vacinação insuficiente na Ásia e nos mercados emergentes pode causar caminhos de crescimento dessincronizados com os países desenvolvidos. A análise é dos economistas da seguradora de crédito Euler Hermes.

Quanto ao volume de comércio, o impacto dos surtos de Covid na Ásia – especialmente em Taiwan, do qual o mundo se tornou cada vez mais dependente do setor eletrônico – provavelmente será temporário e limitado ao segundo trimestre. A alta nos preços, devido à escassez de insumos, deve permanecer na maior parte deste ano.

O documento mostra que os gargalos em termos de oferta (matéria-prima, capacidade de transporte, força de trabalho) provavelmente manterão a inflação em alta até o final de 2021. “As pressões inflacionárias globais estão em níveis recordes, mas a boa notícia é que elas são impulsionadas, principalmente, por preços de energia e valorização do dólar, que estão passando por altas temporárias. É provável que a inflação prevaleça até 2022, quando a pressão por mão de obra diminuir junto com o aumento dos preços dos insumos e ativos”, acredita a economista da seguradora Patricia Romero.

O relatório aponta que o comércio global deve se recuperar em 2021, mas os gargalos podem criar obstáculos de curto prazo. A seguradora projeta um crescimento de 7,7% em termos de volume (após queda de 8% em 2020) e alta de 15,9% em termos de valor (após retração de 9,9% em 2020), apoiado por efeitos de base favoráveis.

Depois de se aproximar dos níveis pré-crise no primeiro trimestre de 2021, a economia global parece pronta para uma forte recuperação nos próximos trimestres, em meio a uma grande reabertura em várias economias desenvolvidas, estima a seguradora.

“Esperamos que o PIB real global cresça 5,5% neste ano, com os EUA sendo a única nação a alcançar um desempenho superior à sua trajetória pré-Covid-19. Na Europa, o retorno aos níveis pré-crise só acontecerá em 2022”, prevê Patricia Romero. Para 2022, a previsão é de alta de 4,1%.

Para o Brasil, o crescimento real do PIB é estimado em 3,8% este ano e 2,5% em 2022, taxas inferiores ao do conjunto da América Latina (5,2% e 2,9%, respectivamente). A favor do Brasil está o fato de que o PIB caiu menos em 2020 (4,4%) do que a média latino-americana (7,1%).

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