Gasolina começa segunda metade do ano próxima de R$ 6

Combustível ultrapassa a marca em 13 estados e sobe 1,45% na quinzena; maiores altas foram no Amazonas, Amapá e Rio Grande do Norte.

De acordo com o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o preço médio da gasolina avançou 1,44% no país nas primeiras semanas de julho, na comparação com o fechamento de junho. Comercializado a R$ 5,956, o combustível registra médias acima de R$ 6 em 13 estados. O etanol, por sua vez, se manteve estável, com aumento de 0,02% e valor médio de R$ 5,033 por litro.

“Os valores registrados pelos postos na média nacional tanto para a gasolina como para o etanol são os maiores deste ano. Em cinco dos 13 estados em que o preço da gasolina ficou acima de R$ 6, é a primeira vez que isso acontece em 2021. Essa estatística se refere aos valores médios na Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Tocantins”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

A gasolina mais cara do país foi encontrada no Acre, a R$ 6,385. O maior aumento, por sua vez, foi registrado no Amazonas, onde o preço médio avançou 5,20% em relação ao fechamento de junho. No Amapá, os postos comercializaram o combustível pelo menor valor médio por litro, a R$ 5,365.

Em relação ao etanol, o combustível com preço médio mais alto foi encontrado no Rio Grande do Sul, a R$ 5,787, e o mais baixo em São Paulo, a R$ 4,135. A maior alta também foi registrada no Amazonas, de 4,99%. Em Goiás, o valor médio por litro registrado apresentou a maior redução em relação ao fechamento de junho, de 2,62%.

No recorte entre regiões, o preço médio do etanol avançou apenas no Nordeste, onde esteve 1,67% mais caro, e foi encontrado a R$ 5,249, maior valor do território nacional. No Centro-Oeste, os postos comercializaram o combustível à média de R$ 4,631, menor valor do país. A redução mais significativa foi registrada no Sudeste, de 1,27% na comparação com o fechamento do mês anterior.

A gasolina também apresentou a maior alta no Nordeste, de 1,90%. No Centro-Oeste, foi encontrada pelo preço médio mais alto, a R$ 6,022, enquanto na Região Sul os postos registraram o combustível mais barato, a R$ 5,748.

Já segundo levantamento da ValeCard, o preço do litro da gasolina no país subiu 1,45% na primeira quinzena de julho em comparação com junho. Com a alta, o valor médio do combustível chegou a R$ 61.

Obtidos por meio do registro das transações realizadas entre os dias 1º e 14 de julho em cerca de 25 mil estabelecimentos, os dados mostram que Amazonas (5,57%), Amapá (4,99%) e Rio Grande do Norte (4,46%) registraram as maiores altas no período. As menores variações ocorreram no Mato Grosso do Sul (0,56%) e no Pará (0,71%).

Entre as capitais, o valor médio do combustível foi de R$ 5,937. Rio de Janeiro (R$ 6,374) e Rio Branco (R$ 6,340) foram as que apresentaram maiores preços na primeira quinzena de julho. Já os menores valores médios foram encontrados em Curitiba (R$ 5,430) e João Pessoa (R$ 5,543).

O preço médio do etanol no país na primeira quinzena de junho foi de R$ 4,344. Apenas em Mato Grosso é vantajoso abastecer os veículos com o combustível em substituição à gasolina – o método utilizado nesta análise, descontando fatores como autonomias individuais de cada veículo, é de que, para compensar completar o tanque com etanol, o valor do litro deve ser inferior a 70% do preço da gasolina.

Leia também:

Diesel: preço avança no semestre e registra valor mais alto do ano

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