Gasolina e do etanol contribuiu para a baixa de 0,56% do IPCA-15

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Posto de combustíveis (Foto: Rovena Rosa/ABr)
Posto de combustíveis (Foto: Rovena Rosa/ABr)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prévia da inflação oficial, desacelerou para 0,13% em julho, 0,56 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de junho (0,69%). É a menor variação mensal do IPCA desde junho de 2020 (0,02%). Os economistas Roberto Ivo, professor da Escola Politécnica da UFRJ; e Fabio Louzada, analista CNPI e fundador da startup Eu me banco, avaliaram os dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE.

“O IPCA-15 atingiu o valor de 0,13% em julho, 0,56 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em junho (0,69%), sobretudo em função das quedas nos combustíveis líquidos (-4,88%), o qual tem peso importante (6,8%) no consumo das famílias abarcadas pela pesquisa de orçamento familiar”, citou Ivo Outro ponto favorável apontado foi a desaceleração de 4,61% na energia elétrica residencial em função da bandeira verde vigente.

Essa é a menor variação mensal do IPCA desde junho de 2020 (0,02%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,79% e, em 12 meses, de 11,39%, abaixo dos 12,04% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2021, a taxa foi de 0,72%.

O economista Fabio Louzada comentou que o mercado esperava uma alta de cerca de 0,17% do IPCA-15, então o dado é positivo. “Desde junho de 2020, não se via um número tão bom de desaceleração. Esses dados mostram que a inflação está desacelerando, o que acontece devido a decisões do governo em relação a tentar evitar que os preços subam mais como a redução do ICMS diminuindo o preço da gasolina e da energia”, ressaltou. Na opinião dele, com esses dados positivos, se espera que o IPCA mostre também esse arrefecimento. Ele cita que o próprio Boletim Focus divulgado na última segunda já tinha mostrado esse arrefecimento da inflação de 7,54% para 7,30%.

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“Mesmo assim, o Banco Central não deve alcançar a meta de inflação neste ano”, acredita o economista. Sobre a reunião do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central, marcada para a próxima semana, a projeção é de alta da taxa de juros. “Veremos na próxima semana mais uma alta da Selic. Acredito que até o fim do ano devemos chegar a uma taxa próxima a 14%, pois ainda não há motivos suficientes que justifiquem uma redução dos juros”, acredita.

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