Gasolina e etanol ficaram mais baratos no Sudeste

Valor do litro dos combustíveis na região foram os mais baratos na média nacional na primeira quinzena deste mês

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Bomba de diesel (Foto: divulgação)
Bomba de diesel (Foto: divulgação)

A última análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, apontou que na primeira quinzena deste mês, o litro da gasolina foi encontrado na Região Sudeste a R$ 5,80, após recuo de 0,51%, ante setembro. Já o preço do etanol reduziu 0,27% e foi encontrado a R$ 3,67. Essas foram as menores médias do País para os combustíveis, com o contraponto das menores variações de recuos, quando comparados com outras regiões brasileiras. No caso da gasolina, os postos do Sudeste só perdem para os do Centro-Oeste, onde o combustível apresenta uma variação de queda de 0,33%. Na análise local do comportamento do preço do diesel, o tipo comum foi comercializado a R$ 6,06 após aumentar 0,17% se comparado a setembro, enquanto o tipo S-10 foi vendido a R$ 6,27, com alta de 0,16%.

“São Paulo segue no topo do ranking do menor preço médio para todos os combustíveis na região, e lidera na menor média nacional para a gasolina, comercializada a R$ 5,74. Já quando analisamos o comportamento de preço do etanol, vale observar que em toda a Região Sudeste ele é a opção mais econômica, quando comparado ao valor médio do litro da gasolina, além de ser ecologicamente mais vantajoso por ser capaz de reduzir consideravelmente as emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas”, aponta Douglas Pina, diretor geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

Já levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), por meio de seu Departamento de Custos Operacionais (Decope) tem como objetivo subsidiar as empresas do setor de transporte quanto a variação do preço do combustível, especificamente do diesel, e o impacto desse para o custo das empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) em todo o Brasil, pois desde que a Petrobras passou a realizar ajustes nos preços dos seus produtos a qualquer momento, inclusive diariamente, vem desafiando muito a rotina e manutenção das empresas transportadoras, quanto ao repasse desse custo para os embarcadores.

No último dia 19, a Petrobras anunciou um novo reajuste de R$ 0,25 no preço do diesel, e o novo preço passou a valer a partir do dia 21. O aumento acarretará a necessidade de reajuste adicional de no mínimo 2,31%, fator esse que deve ser aplicado emergencialmente nos fretes. Como se tudo isso não bastasse, a última pesquisa de mercado indica que o frete continua 12,1% defasado em relação aos custos apurados mensalmente pelo Decope.

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Na entrevista que concedeu ao canal Nova Democracia, no último dia 25, o vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, afirmou que o diesel é o combustível que tem maior impacto nos custos e no dia a dia dos brasileiros.

Ele destacou que a Petrobras tem papel fundamental na produção daquele combustível aos menores preços possíveis, visto que é estratégico para a competitividade.

“Ao manter a política de paridade de preços internacionais (PPI) apenas alterando o seu nome e a frequência dos reajustes, significa que o preço do diesel continua submetido à política que contém o desenvolvimento e, portanto, é política antinacional.”

Para Coutinho, o fim do PPI acabaria com a lucratividade dos importadores de combustíveis. O vice da Aepet lembrou que os EUA se desenvolveram proibindo a exportação de petróleo cru. Por isso, criticou a distribuição de dividendos desproporcional ao investimento na produção com maior valor agregado.

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