Gasolina e etanol vão além dos 2% e passam a patamares à pré-pandemia

Janeiro encerra com o oitavo aumento consecutivo para combustíveis; diferença de preços para etanol entre regiões brasileiras chega a 11%.

De acordo com o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), a gasolina e o etanol apresentaram aumento de 2,56% e 2,36%, respectivamente, em janeiro, com médias que já ultrapassam o período pré-pandemia em 2020. O primeiro mês de 2021 também foi marcado pela oitava alta consecutiva para os combustíveis e variações de preços que se destacam entre as regiões brasileiras.

No fechamento de janeiro, a média nacional nas bombas para a gasolina foi de R$ 4,816, valor que já é maior do que o registrado nos meses de fevereiro e março de 2020, quando o combustível apresentou médias de R$ 4,693 e R$ 4,618. Com o etanol não foi diferente, vendido no primeiro mês do ano à média de R$ 3,779, ultrapassa o maior preço registrado para o combustível do ano anterior, que foi de R$ 3,757, no mês de fevereiro.

No comparativo das regiões brasileiras, a gasolina mais cara foi encontrada no Nordeste, comercializada a R$ 4,872, uma diferença que chega a 6%, quando comparada à média da Região Sul que teve o litro a R$ 4,614. Em relação ao etanol, a Região Norte lidera o ranking do litro mais caro, comercializado a R$ 3,956 e a Região Centro-Oeste com as menores médias, o litro vendido à R$ 3,535.

“Analisando o comportamento dos preços neste início de ano, chama atenção a variação de valores do etanol dentro do território brasileiro, que chega a apresentar uma diferença de 11%. Aspecto que também se refletiu no bolso dos motoristas na hora de escolher a melhor relação custo-benefício, pois considerando a margem de vantagem 70/30, a gasolina foi a opção mais econômica em 20 estados e também no Distrito Federal”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Em janeiro, a gasolina não registrou baixa no preço médio em nenhum estado, e a maior alta foi registrada no Amazonas de 4,59%, com o litro comercializado a R$ 4,53, ante os R$ 4,338 de dezembro. O IPTL também revela que na Paraíba o etanol avançou 5,36%, a maior alta de todo o território nacional, e em três estados o litro do combustível registrou leve recuo, sendo o mais expressivo no Pará de 0,62%, no comparativo com o fechamento de dezembro de 2020.

Para o Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos, “mesmo após a elevação de 8% ser efetivada, estimamos que ainda exista espaço potencial de novo aumento de até 5%, por parte da Petrobras, no curto prazo. Em nossa última nota, informamos que existia espaço para elevação de até 12% e essa poderia ser feita de forma fracionada, ocorreu exatamente como prevíamos. Reforçamento que a Petrobras pode não aumentar imediatamente os 5% que ainda faltam, mas de acordo com o nosso modelo ainda há potencial para isso no curto prazo”.

Nesta segunda-feira, a Petrobras anunciou aumento de cerca de 8% a partir de terça-feira, dia 9. O preço médio de venda de gasolina nas refinarias será de R$ 2,25 por litro, aumento médio de R$ 0,17 por litro. É a terceira alta do ano nos preços da gasolina, somente em 2021. Em dezembro, o litro custava R$ 1,84. Desde o início do ano, houve elevação de 22% no preço da gasolina.

Na semana passada, dia 03, a Ativa Investimentos divulgou que, por conta da defasagem da gasolina, o preço poderia subir até 12% até final de fevereiro.

“Sobre o impacto no IPCA, reforçamos que tal magnitude de reajuste na refinaria afetaria as bombas apenas no terceiro decêndio de fevereiro, com grande parte do impacto no IPCA de março”, diz o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez.

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