Gasolina fecha quinzena a R$ 6,290, alta de 56,86% desde maio de 2020

Após semana de paralisações, maiores aumentos no período foram registrados no Piauí e no Rio Grande do Norte; etanol não é vantajoso em nenhum estado.

O preço do litro da gasolina no país subiu 2,17% na primeira quinzena de setembro na comparação com agosto, chegando a um valor médio no país de R$ 6,290. Após um ano e quatro meses de altas consecutivas, o valor do combustível acumula elevação de 56,86% desde maio do ano passado, dois meses após o começo da pandemia, quando o preço médio era de R$ 4,01, segundo levantamento exclusivo feito pela ValeCard.

Obtidos por meio do registro das transações realizadas entre os dias 1º e 14 de setembro com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de 25 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que Piauí (4,43%) e Rio Grande do Norte (4,14%) registraram as maiores altas no período. Apenas o Amapá apresentou queda no valor do combustível (-4,82%).

Entre as capitais, o valor médio do combustível foi de R$ 6,251. Teresina (R$ 6,652), Rio de Janeiro (R$ 6,639) e Brasília (R$ 6,584) foram as que apresentaram maiores preços na primeira quinzena de setembro. Já os menores valores médios foram encontrados em Curitiba (R$ 5,764) e Macapá (R$ 5,819).

O preço médio do etanol no país no mês de agosto foi de R$ 4,682. Apesar da sequência de altas da gasolina, o combustível ainda segue sendo o mais vantajoso para se abastecer o veículo em todo o país. O método utilizado nesta análise, descontando fatores como autonomias individuais de cada veículo, é de que, para compensar completar o tanque com etanol, o valor do litro deve ser inferior a 70% do preço da gasolina

Já de acordo com levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), com altas consecutivas ao longo do ano, o preço do diesel está cada vez mais próximo de alcançar a média nacional de R$ 5. Nos primeiros dias de setembro, o combustível registrou alta de 1,54%, em relação ao fechamento de agosto, e foi encontrado a R$ 4,909 nos postos. Já o diesel S-10, com o avanço de 1,66%, registrou média de R$ 4,969.

“Mesmo sem reajustes nas refinarias desde julho, o preço do diesel segue de forma consecutiva avançando em todo o território nacional. Entre os fatores que contribuem para esse comportamento de alta do combustível, está o reflexo do aumento da mistura de biodiesel de 10% para 12%, como também o aumento no biodiesel de 3,6%” explica Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Em todas as regiões brasileiras, tanto o diesel comum quanto o tipo S-10 apresentaram aumentos no preço médio no início de setembro. No Centro-Oeste foi registrada a alta mais significativa, de 1,98% para o diesel comum, e na Região Sudeste, de 1,84% para o tipo S-10.

Os preços médios mais altos foram encontrados na Região Norte, onde o diesel comum esteve a R$ 5,097, e o diesel S-10, a R$ 5,181. No Sul, os valores mais baixos por litro foram registrados: o tipo comum foi comercializado a R$ 4,549, e o tipo S-10, a R$ 4,580. O Acre segue liderando o ranking nacional do diesel comum e tipo S-10, mais caros do país, comercializados a R$ 5,721 e R$ 5,737, respectivamente. Já no Paraná, o preço médio mais baixo foi registrado pelos postos, a R$ 4,484, o tipo comum e R$ 4,518 o S-10.

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