Gasolina no Sudeste subiu 4,7% nos últimos três meses

De acordo com o mais recente levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), a gasolina comercializada em agosto no Sudeste apresentou um aumento de 4,7% no preço médio quando comparada ao fechamento de maio. O combustível, que registrou a segunda maior média dentro do território nacional, ficando atrás apenas da Região Centro-Oeste, foi encontrado a média de R$ 6,180 nos postos da região. No comparativo com o mês de julho, o aumento registrado foi de 2,03%.

O Rio de Janeiro segue liderando com a gasolina mais cara do país. As bombas fluminenses chegaram à média de R$ 6,524 para o litro. Já nos postos mineiros e capixabas, as médias registradas foram de R$ 6,299 e R$ 6,218, respectivamente. Em contrapartida, São Paulo apresentou o menor preço médio para a gasolina em agosto, comercializada a R$ 5,680 – um acréscimo de 2,07%, em relação ao mês anterior.

O etanol mais caro também foi encontrado no Rio de Janeiro, a R$ 5,461. No comparativo com julho, as bombas marcaram um aumento de 2,23% no preço médio do combustível. Já em São Paulo, apesar do crescimento de 3,03% em relação ao mês anterior, o etanol foi comercializado pelo menor preço médio de todo o território nacional, a R$ 4,280.

“Mesmo com a região apresentando médias acima de R$ 6 para a gasolina em quatro estados, com ressalva para São Paulo, quando analisamos na relação 70/30, em comparação com o etanol, a gasolina segue sendo a opção mais vantajosa para o bolso dos motoristas que abastecem por todo o Sudeste”, aponta Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Em Minas Gerais, o diesel e o diesel S-10 foram encontrados pelo maior preço médio da Região, a R$ 4,770, o primeiro, e R$ 4,829, o segundo. Em contrapartida, São Paulo registrou as médias mais baixas para ambos os combustíveis, comercializados a R$ 4,584 e R$ 4,634, respectivamente. No balanço nacional, o tipo comum foi vendido a R$ 4,670 e o tipo S-10 a R$ 4,739.

Foi publicada hoje no Diário Oficial da União com o despacho do presidente Jair Bolsonaro a Resolução nº 16/2021, aprovada no último dia 6 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que reduz o teor do biodiesel no óleo diesel de 13% para 10%. A mudança vale para o 82º Leilão de Biodiesel, destinado ao suprimento dos meses de novembro e dezembro de 2021.

De acordo com o governo, a redução tem por objetivo evitar “incremento excessivo” no preço do diesel ao consumidor final, “o que implicaria efeitos negativos à economia do país”. “A medida decorre dos efeitos da valorização do custo do óleo de soja nos mercados brasileiro e internacional, combinados com a desvalorização cambial da moeda brasileira frente ao dólar, que tem impulsionado as exportações de soja e também encarecido o valor do biodiesel produzido nacionalmente”, explicou a Secretaria-Geral, em nota.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), que preside o CNPE, a redução do teor de biodiesel na mistura é “momentânea e temporal”. A pasta espera “em breve, com as condições adequadas”, aumentar a produção e uso dos biocombustíveis no Brasil, de acordo com os objetivos da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

A soja é a principal matéria-prima do biodiesel brasileiro, com cerca de 71% na composição. O restante é oriundo de sebo bovino e outros óleos.

A pasta destacou ainda que o novo modelo de comercialização do biodiesel, definido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em substituição aos leilões públicos, entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2022, com a contratação direta entre o produtor de biodiesel e o distribuidor de combustíveis. A ação regulatória da agência deve ser concluída até outubro deste ano.

 

Com informações da Agência Brasil

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