Vem aí mais um aumento de gás de cozinha, diesel e gasolina

Gasolina registrou aumento de 25% no primeiro semestre; Centro-Oeste registrou o etanol mais barato, a R$ 4,658; já a gasolina com o menor preço médio por litro esteve no Sul, a R$ 5,683.

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira que vai aumentar os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha (GLP) a partir desta terça-feira. Segundo a estatal, os reajustes acompanham a elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e derivados.

Para a gasolina, o aumento médio será de R$ 0,16 (6,3%), fazendo com que o litro do combustível saia de R$ 2,53 e chegue a R$ 2,69 nas refinarias da estatal.

Já o diesel terá um reajuste médio de R$ 0,10 (3,7%) por litro, que passará custar R$ 2,81 nas refinarias da Petrobras.

A estatal anunciou ainda que o preço médio de venda do GLP para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,60 por kg, refletindo um aumento médio de R$ 0,20 por kg.

A Petrobras afirma que evita repassar imediatamente a volatilidade externa aos preços do mercado interno, mas busca o equilíbrio de seus valores com o mercado internacional e a taxa de câmbio. Segundo a estatal, tal alinhamento “é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes setores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileira”.

Até chegar aos consumidores finais, os preços cobrados nas refinarias da Petrobras na venda às distribuidoras são acrescidos de impostos, custos para a mistura obrigatória de biocombustível, margem de lucro de distribuidoras e revendedoras e outros custos.

“Para o GLP especificamente, conforme Decreto nº 10.638/2021, estão zeradas as alíquotas dos tributos federais PIS e Cofins incidentes sobre a comercialização do produto quando destinado para uso doméstico e envasado em recipientes de até 13 kg”, explica a Petrobras, que acrescenta que, no caso do GLP, o preço final é acrescido do custo de envase nas distribuidoras.

A gasolina já sofreu aumento de 25% no primeiro semestre. De acordo com o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o preço médio da gasolina nos postos brasileiros avançou 25% quando comparados os valores registrados em junho de 2021 e dezembro do ano passado. Nesse primeiro semestre, o etanol apresentou aumento de 36,3%.

“Após o fechamento de junho, a gasolina foi comercializada nos postos a R$ 5,872 o litro, valor 1,28% acima do registrado no mês anterior. Já o etanol foi encontrado a R$ 5,032, que representa alta de 4,35%”, pontua Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Tanto a gasolina quanto o etanol apresentaram aumento de preços em todas as regiões, na comparação com o fechamento de maio. O aumento mais significativo para ambos os combustíveis foi registrado no Nordeste, de 2,11% para a gasolina, e 5,54% para o etanol – que nos postos nordestinos foi encontrado pelo maior preço médio do País, a R$ 5,163. A gasolina mais cara foi comercializada no Sudeste e no Centro-Oeste, a R$ 5,966. Os postos no Centro-Oeste registraram o etanol mais barato, a R$ 4,658. Já a gasolina com o menor preço médio por litro esteve no Sul, a R$ 5,683. Os menores aumentos foram encontrados no Sudeste, no caso do etanol, que teve alta de 2,14%, e no Norte, onde a gasolina avançou 0,43%.

O Amazonas foi o único estado a apresentar recuo de preços para um desses combustíveis. A gasolina nos postos teve redução de 0,50%, na comparação com o fechamento de maio, e foi comercializada a R$ 5,363. Mas foi outro estado nortista, o Amapá, que apresentou a gasolina com menor preço médio do País, a R$ 5,318. No Acre, por sua vez, o combustível segue com o preço mais caro, encontrado em junho à média de R$ 6,396 o litro. O Rio Grande do Norte registrou o maior aumento da gasolina, de 3,70% em relação ao mês anterior. O cenário é o mesmo no caso do etanol, após aumento de 12,56% no preço médio por litro.

“Nenhum outro estado apresentou alta acima de 10%”, destaca Pina.

O etanol mais caro do país, no entanto, foi encontrado no Rio Grande do Sul, a R$ 5,750. Já o combustível com menor preço médio esteve em São Paulo, a R$ 4,222.

Já levantamento do preço de combustível da ValeCard, referente ao mês de junho (realizado entre 1º e 29), apontou que o preço médio da gasolina registrou variação positiva pelo 13º mês seguido. Em junho, o valor subiu 1,41% nos postos de combustíveis do país – em média, o litro foi vendido a R$ 5,915 (no mês anterior, o preço médio foi de R$ 5,832). Nos primeiros seis meses de 2021, o preço da gasolina subiu 25,48% no Brasil – em dezembro de 2020, o valor médio era de R$ 4,714. As maiores altas foram registradas em Pernambuco (3,83%) e no Maranhão (3,81%). Nenhum estado registrou queda no preço do combustível. As capitais do Rio de Janeiro (R$ 6,341) e do Acre (R$ 6,331) foram as que apresentaram maiores preços médios em junho. Já Manaus (R$ 5,301) e Curitiba (R$ 5,381) registraram os menores valores.

Rio Grande do Sul (R$ 5,722) e Rondônia (R$ 5,694) registraram os maiores preços médios do etanol em junho. Conforme o levantamento, a exemplo do que aconteceu em maio, apenas em Mato Grosso compensa abastecer o veículo com etanol – a opção só é vantajosa quando o litro do derivado da cana-de-açúcar custar 70% (ou menos) do que o litro da gasolina.

Por outro lado, estudo da Ativa Investimentos apontou que, hoje, existe um potencial de elevação de 20% no preço da gasolina comercializada pela Petrobras.

“O nosso melhor modelo de acompanhamento da defasagem aponta hoje para potencial de elevação de 20% para o preço chegue na paridade internacional”, explica Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos.

“Pelo que estamos acompanhando, tal reajuste não deverá ser dado pela Petrobras tão em breve, uma vez que a companhia tem esperado intervalos maiores para reajustar os preços”, afirma Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

Leia também:

Sudeste registra gasolina mais cara do país no início de junho

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