Gastança

Ninguém pense que ficou só na média de 5,7% a contribuição da sociedade, determinada pelo governo, para sustentar os ganhos de empresas distribuidoras de energia elétrica. No Ministério da Fazenda já se fala em compensar as alegadas perdas das companhias no mês de maio – antes de começar o racionamento. O raciocínio é que os consumidores começaram a economizar já naquele mês, prejudicando o faturamento das distribuidoras privatizadas. Então, fica combinado assim: o brasileiro tem que gastar muita eletricidade.

Aposentadoria a jato
A concessão de 70% dos benefícios previdenciários será feita a partir de 15 de janeiro sem a necessidade de apresentação de documentos que comprovem o tempo de contribuição e o valor dos salários. O INSS é que terá que provar o tempo de contribuição. O projeto de lei foi aprovado na segunda-feira pelo Senado. A concessão de salário-maternidade, auxílio-doença e auxílio-acidente exigirá só a identificação do trabalhador. “Para o salário-maternidade, bastará um atestado médico ou certidão de nascimento”, explicou a diretora de Benefício do INSS, Patrícia Audi. No caso de aposentadorias, além da identificação, será preciso o comprovante de vínculo empregatício anterior a julho de 94. A diretora calcula que a lei poderá permitir a concessão da aposentadoria em poucos minutos. Quem viver, verá.

Boneca
O ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, recebeu ontem a boneca Susi de número 1 milhão produzida neste ano pela fábrica de brinquedos Estrela. O presidente da Estrela, Carlos Tilkian, comunicou ao ministro a participação da empresa na campanha “Natal + Brasil”, do Ministério do Desenvolvimento, que tem como objetivo incentivar os brasileiros a comprar produtos brasileiros como presentes de fim de ano. A boneca foi utilizada como um exemplo de produto brasileiro de qualidade. De quebra, a volta da Susi – sucesso nacional nos anos 60 e 70 – ajudou a reduzir os preços da concorrente norte-americana Barbie.

LBV luta
A Legião da Boa Vontade (LBV) conseguiu anular o processo administrativo do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), que negava a renovação do certificado de entidade beneficiente. Sem esse certificado, a LBV ficava sem direito a uma série de benefícios concedidos para entidades filantrópicas, como imunidade fiscal. A decisão faz parte da liminar concedida pela 21ª Vara de Justiça, em Brasília, que suspende também o resultado da votação do CNAS, que negou em junho a renovação. O advogado da LBV, Márcio Pollet, disse que a entidade vai tomar todas as atitudes possíveis para comprovar a sua idoneidade. “A nossa maior reclamação é que não estão nos dando chances de produzir provas.” Pollet afirmou ainda que o CNAS sequer abriu as caixas com mais de 1.200 quilos de documentação que a entidade apresentou ao conselho no início do ano. A conselheira Tânia Garib, relatora do processo, garante que toda a documentação apresentada pela entidade foi analisada.

Comunicação
Engenheiros e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) supervisionaram, pela quinta vez este ano, bateria de testes com bloqueadores de sinais de celulares dentro de presídios. O procedimento, desta vez, aconteceu na Penitenciária Orlando Brando Filinto, localizada na cidade de Iaras, a 300 quilômetros de São Paulo. Novas análises estão previstas em outros presídios do país. A Anatel testou os equipamentos da Telsate, mas não divulgou os resultados.

Feiras em alta
A Francal Feiras e Empreendimentos, promotora de feiras de negócios, fecha o ano com faturamento de R$ 23 milhões, um crescimento de 30% (sem descontar a inflação) em relação a 2000. Houve aumento de 20% no número de metros quadrados comercializados nas feiras: de 93.500 m² para 113.500 m² em 2001. O presidente da Francal, Abdala Jamil Abdala, está otimista para 2002, quando promoverá 13 feiras e os cinco showrooms internacionais. Segundo a União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), os eventos realizados pelas promotoras associadas à entidade reúnem anualmente cerca de 55 mil expositores nacionais e estrangeiros, totalizando mais de 100 mil marcas e 3,1 milhões de metros quadrados locados. Mais de 7 milhões de visitantes são atraídos pelos eventos.

Artigo anteriorMais que o dobro
Próximo artigoCasas FMI
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Moeda chinesa na mira dos bancos centrais

Participação como reserva internacional ainda é baixa… por enquanto.

Bolsonaro comanda pior resposta à pandemia da AL

Para formadores de opinião, Brasil foi pior até que a estigmatizada Venezuela.

Cem anos de Celso Furtado

A atualidade de um dos mais importantes intelectuais do planeta.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Lei do Superendividamento favorece negociação e cobrança humanizada

Início das multas no contexto da LGPD também deve frear a oferta de crédito a quem não pode pagar.

Mercado de fertilizantes especiais cresce 41,8% em 2020

Neste ano, a expectativa é de que o setor obtenha uma nova elevação de 24%.

Consumo nos setores de turismo e diversão cresce em junho no Rio

O consumo das classes C e D no Brasil recuou 5% em junho, depois de ter subido 8% em maio, de acordo com a...

População de países emergentes fica ainda mais pobre

Perda de renda foi 2x maior que nas nações ricas.

Pagamento indevidos: TCU encontra 11% de inconsistências no INSS

‘Falhas afetam a confiabilidade do banco de dados’ de benefícios previdenciários.