Gastança

Responsável por exigir mais arrocho do país, como a demissão de funcionários, corte de investimentos e confisco de salários, o chefe da missão do FMI na Argentina, o indiano Anoop Singh, é pouco chegado à austeridade quando o assunto se refere a seus próprios vencimento. Noves fora as polpudas ajudas de custo para viagens internacionais, Singh embolsa salários capazes de envergonhar qualquer marajá cunhado pela mídia pró-FMI: US$ 21 mil (cerca de R$ 50 mil) por mês. A média dos outros pregadores da austeridade de menor escalão que insistem em se imiscuir na vida do país também não têm do que se queixar: cada um recebe, em média, US$ 12 mil (cerca de R$ 28,8 mil) mensalmente.

Inchaço
Além de salários de marajás, o FMI é praticante de políticas opostas às que prega para os outros também no item quadro de pessoal. Segundo o orçamento do Fundo, ao qual o jornal Argentina Página 12 teve acesso, o número de funcionários do órgão experimentou um salto 38,4% na década passada. Já o número de diretores – no qual se concentrou a principal casta de marajá – foi inchado em 45,5%. São números assustadores para adeptos fervorosos de superávits primários (exclui gastos com juros). A gastança do FMI é sustentada pelos governos de 180 países e atingiu US$ 1,2 bilhão este ano. Até 2005, o Fundo pretende construir uma nova sede em Washington.

Mina
Além de produzir minério e de gerar em um ano lucro quase igual ao que foi pago na sua  privatização, a Vale do Rio Doce também desenvolve muita tecnologia sofisticada em diversas áreas e que tem sido pouco aproveitada como fonte de receita. Especialistas neste ramo de atividade estimam que a mineradora tenha cerca de 150 patentes registradas, total este que poderia subir em pouco tempo para pelo menos 600.

Sinais da dependência
Mais um sinal de aonde a política de desmonte da Era Vargas, em marcha batida para a volta da República Velha, conduziu o país. Ano passado, a balança comercial do setor de infra-estrutura amargou déficit de US$ 4 bilhões. Para este ano, a previsão é que o déficit fique em US$ 2,5 bilhões. Preocupado com a situação do segmento, que envolve as áreas de energia elétrica, petróleo e gás, transporte e portos, saneamento ambiental, mineração e cimento, papel e celulose e siderurgia., o comitê de Comércio Exterior da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) apresenta, hoje, seis medidas, que, segundo a entidade, poderiam zerar o déficit externo do setor.
O plano prevê, para ainda este ano, aumento de 26% nas exportações e queda na dimensionada pela Abdib nas importações. Desde o início do Plano Real, o setor, um dos mais dinâmicos da economia, apresenta desequilíbrio em sua balança comercial.

Passivo
O governo Garotinho anterior alugou muitos prédios para a área de educação e deixou um atraso de 10 meses nos aluguéis. A denúncia é do deputado estadual Paulo Ramos (PDT), que ontem afirmou ao MM que a governadora Benedita da Silva  poderá contar com um grande aliado dentro da Assembléia Legislativa, apesar do PDT não participar do governo. O pedetista fez questão de frisar que o seu partido não vai criar nenhuma dificuldade de governabilidade para a governadora petista, “considerando o alto grau de irresponsabilidade que marcou a administração do ex-governador Anthony Garotinho, não só em relação aos servidores, quanto a alguns setores da administração (educação, saúde, segurança e obras públicas).
“As primeiras ações da governadora Benedita foram perfeitas. A suspensão total dos novos investimentos e o corte de 30% nas despesas de custeio, bancadas com recursos do Tesouro estadual, foram iniciativas de cautela. Foi uma maneira preventiva para que ela tome conhecimento das finanças públicas, dando tranquilidade aos servidores. A Benedita herdou um patrimônio que, para ser preservado, exigirá muita dedicação, muito compromisso público e muita competência”, comentou.

Fauna
Por sua passagem pelo Ministério da Saúde, o tucano José Serra recebeu nova alcunha da concorrência na corrida pela presidência da República: presidenguiável.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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