Gastos com turismo nacional crescem 27% em 2023

Geração X (nascidos entre 1965 e 1980) tem a maior representatividade, com 42% dos gastos

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Passageiros em aeroporto (foto: Fernando Frazão, ABr)
Passageiros em aeroporto (foto: Fernando Frazão, ABr)

No âmbito nacional, o setor de turismo vem se mantendo aquecido. Segundo levantamento do Itaú Unibanco, os gastos com os segmentos relacionados ao turismo nacional cresceram 27% nos primeiros oito meses de 2023, na comparação com o mesmo período de 2022. No mesmo intervalo, o número de transações realizadas com cartões de crédito no setor cresceu 10%, com um tíquete médio de R$ 1126.

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro aparecem empatados em primeiro lugar com 17% (cada um) de todas as transações relacionadas ao turismo no Brasil. Minas Gerais aparece em 3º lugar, com 12%, seguida de Paraná e Bahia, ambos com 7% cada. O top 10 segue com Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pernambuco, com 5% das transações cada, Goiás, com 4%, e Ceará, com 3%.

Entre os segmentos que mais se destacam estão os hotéis, que representando 43% das transações do setor; companhias aéreas têm 31% do total, seguidas de agências de turismo, com 22%. Considerando a evolução em relação a 2022, os maiores crescimentos em quantidade de transações foram registrados nos Duty Free, com alta de 34%, no aluguel de automóveis, com aumento de 31%, e nas agências de turismo, com 22%. O destaque negativo fica nos resorts, que tiveram queda de 14%.

Olhando para a idade de quem está investindo em férias dentro do Brasil, a geração X (nascidos entre 1965 e 1980) tem a maior representatividade, com 42% dos gastos. A geração Y (nascidos entre 1981 e 1996) vem em seguida, com 34%; os babyboomers (nascidos entre 1946 e 1964) têm 22%, e a geração Z, 2% (nascidos entre 1997 e 2010).

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De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), quando se trata de seguro viagem, nos primeiros seis meses deste ano o volume de prêmio emitido foi de R$ 448,9 milhões, 23,7% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Os números refletem uma realidade que já vinha sendo percebida ao longo de todo o ano passado, quando o setor superou a marca de R$ 900 milhões em prêmio emitido, 167% acima do alcançado em 2022. Para se ter uma ideia do que isso significa, o faturamento anual máximo desse produto nunca havia superado a marca de R$ 600 milhões.

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