Gaza: Itamaraty lamenta veto dos EUA na ONU

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Prédios destruídos em Gaza após ataque aéreo israelense (foto de Rizek Abdeljawad, Xinhua)
Prédios destruídos em Gaza após ataque aéreo israelense (foto de Rizek Abdeljawad, Xinhua)

O veto do governo dos Estados Unidos (EUA) contra a resolução negociada pelo Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) foi lamentado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), nesta quarta-feira.

“O governo brasileiro lamenta que, mais uma vez, o uso do veto tenha impedido o principal órgão para a manutenção da paz e da segurança internacional de agir diante da catastrófica crise humanitária provocada pela mais recente escalada de violência em Israel e em Gaza. O Brasil considera urgente que a comunidade internacional estabeleça um cessar-fogo e retome o processo de paz”, disse em nota o Itamaraty.

De acordo com o ministério, o Brasil tentou reduzir a polarização em torno da guerra no Oriente Médio ao “acomodar posições e interesses divergentes e apresentar texto capaz de proteger as vidas de civis e de assegurar o acesso humanitário à população civil da Faixa de Gaza”.

A proposta condenava os atos do Hamas contra Israel em 7 de outubro como sendo atos terroristas, apelava para libertação imediata e incondicional de todos os reféns civis e pedia uma pausa no conflito para a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

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A resolução também exigia o fornecimento contínuo de bens essenciais para a população civil, como artigos médicos, água e alimentos; e pede a rescisão da ordem para que civis e funcionários das Nações Unidas evacuem toda a área em Gaza ao norte de “Wadi Gaza”.

A proposta teve 12 dos 15 votos do Conselho de Segurança. Entretanto, como recebeu o veto dos EUA – membro permanente do Conselho – não pode ser aprovada. A Rússia, outro membro com direito a veto, se absteve de votar.

A Human Rights Watch (HRW) divulgou nota criticando o veto dos EUA. A organização internacional classificou a postura norteamericana, ali representado pela embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, como “cínica” no uso do seu poder de veto. Não fosse esse posicionamento, a resolução teria sido aprovada, uma vez que outros membros permanentes do conselho não votaram contra ao texto.

Com Agência Brasil

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