O número de palestinos mortos em ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza subiu para 4.651, informou o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas neste domingo.
Além disso, 14.245 palestinos ficaram feridos no enclave costeiro, disse o ministério em um comunicado.
Entre as vítimas, 1.873 eram crianças e 1.023, mulheres, acrescentou a pasta.
“Pelo menos 266 palestinos foram mortos por ataques aéreos israelenses em Gaza nas últimas 24 horas”, disse Ashraf al-Qedra, porta-voz do ministério, em um comunicado à imprensa.
Os ataques aéreos israelenses foram desencadeados por um ataque em larga escala do Hamas contra alvos militares e cidades israelenses em 7 de outubro, que até agora matou pelo menos 1.400 pessoas em Israel.
Nesta segunda-feira, o oitavo voo de repatriação de brasileiros procedentes de Israel chegou ao Brasil. A aeronave KC-30 (Airbus A330 200), da FAB, pousou às 4h no Rio de Janeiro. Ao todo, 209 brasileiros que estavam em áreas de conflito, além de nove animais de estimação, deixaram Tel Aviv.
De acordo com o último balanço do Governo Federal, desde 10 de outubro, 1.410 brasileiros, três bolivianas e mais de 50 animais domésticos foram transportados do território israelense para o Brasil. Outra aeronave, um VC-2 (Embraer 190) da Presidência da República, está no Cairo, capital do Egito, aguardando autorização para resgatar brasileiros.
Ontem, o Ministério das Relações Exteriores informou, em nota, que, tendo em conta as condições locais atuais e a operação regular do Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, não estão previstos voos adicionais para brasileiros em Israel.
Ainda segundo o Itamaraty, há um grupo de 30 brasileiros e familiares diretos que aguardam retirada da Faixa de Gaza, abrigado nas localidades de Khan Younis e Rafah, nas proximidades da fronteira com o Egito. “O governo brasileiro, por meio do Escritório de Representação do Brasil em Ramallah, mantém permanente contato com eles”.
O especialista em investimentos, Renan Diego, “em relação ao mercado, este início de guerra ainda está cauteloso. Israel e Hamas não são grandes o suficiente para impactar a economia global, se o conflito permanecer só entre os dois. Se houver alguma ligação de países vizinhos, como por exemplo o Irã – há indícios que tenham ajudado ao Hamas nos primeiros ataques – provavelmente os EUA também vão se envolver mais, ocasionando em uma guerra mais extensa e no impacto principalmente dos commodities, especificamente o petróleo. Os Bancos Centrais do mundo inteiro estão aguardando os próximos desdobramentos dessa guerra”, ressalta Renan.
Mesmo longe politicamente e geograficamente da guerra, o Brasil não está isento de não ser afetado de alguma forma com o conflito. Especialistas apontam que o primeiro dos impactos negativos que deve chegar aqui é em relação ao petróleo, mas Renan Diego não acredita que isso possa acontecer agora.
“Olhando para o Brasil, o petróleo vem da Petrobras, e como ela não está mais no Sistema de Preço de Paridade Internacional (PPI), fica mais fácil não mudar nada por aqui e não ter nenhum tipo de reajuste nos combustíveis nesse curto prazo” afirma Renan.
Caso a hipótese com mais países envolvidos na guerra se concretize, a taxa de juros tende a subir, de acordo com o especialista. Renan Diego explica o motivo:
“Porque provavelmente o petróleo vai aumentar muito e outras commodities também. Tudo vai ser influenciado, os alimentos vão ser impactados porque o petróleo subindo, aumenta a maior parte do transporte alimentar do Brasil, que usa diesel e gasolina – derivados do petróleo. O que vai impactar diretamente na inflação também. Neste primeiro momento não vejo esse movimento, se continuar o conflito apenas entre Israel e Hamas. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), deve manter a previsão de queda da taxa básica de juros”, explica.
Com informações da Agência Brasil e da Xinhua
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