Genéricos

O laboratório farmacêutico Enila passará a representar no Brasil os mais de 100 remédios genéricos produzidos e usados em Cuba. Esses medicamentos, quando comercializados aqui, poderão ajudar a reduzir o custo de remédios que hoje engordam os bolsos de laboratórios europeus e norte-americanos. A expansão da parceria com o Enila será tema de entrevista do embaixador cubano no Brasil, Jorge Lezcano Péres, amanhã. A empresa brasileira já representa aqui a vacina contra meningite, que no resto do mundo é comercializada por uma multinacional.

Ecos de Porto Alegre
Começaram a ser postos no ar, na página do Fórum Social Mundial na Internet (www.forumsocialmundial.org.br), os documentos que resgatam os debates ocorridos no FSM-2001. São conferências, declarações lançadas pelas centenas de organizações presentes, relatos, avaliações. Destaque para Bernard Cassen, do Le Monde Diplomatique, que arrisca um vaticínio. Para ele, “a simples existência do FSM retira toda legitimidade de Davos, que aparecerá daqui para a frente como uma simples reunião de interesses corporativistas”.

Enredo
A atuação social em benefício de suas comunidades pesou na hora de a Varig Log decidir patrocinar as escolas de samba Mangueira e Beija-Flor no desfile do carnaval carioca. A empresa não informa quanto investiu no patrocínio, mas distribuiu 20 mil bandeirolas, seis mil balões e 40 mil folhetos com as letras dos sambas. Os responsáveis por empurrar os carros alegóricos utilizaram macacões com a marca da Varig Log.

Contramão
As autoridades de trânsito do estado e da prefeitura precisam explicar ao contribuinte que estranho privilégio permite que a carreta placa do Rio de Janeiro BWM-1979 tenha transformado o trecho da Rua Benedito Hipólito perto da esquina com a Rua do Santana num ponto para descarregar carros da Renault, tumultuando ainda mais o tráfego na área.

Por baixo
Talvez refletindo a polêmica eleição em que o vencedor teve menos votos que o perdedor, o presidente norte-americano George W. Bush tem a mais baixa taxa de aprovação dada a um presidente recém-eleito desde Dwight Eisenhower (1953-1961), revelou pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de TV ABC. Bush, que tomou posse em janeiro, recebeu 55% de aprovação dos entrevistados, índice menor que os dos republicanos Richard Nixon, que obteve 60% de aprovação em fevereiro de 1969, e de seu pai, George Bush, que recebeu o mais alto índice, 76%, após sua posse, em 1989. O democrata Bill Clinton teve 63% de aprovação em 1993, no mês seguinte a sua chegada à Casa Branca.
Os entrevistados não têm as mesmas prioridades que o governo republicano. Ao invés de corte de impostos, acham mais importantes temas adotados pelos democratas, como aumento dos gastos em programas na área de saúde e educação e fortalecimento do sistema de saúde pública.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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