Gestores de fundos aumentam posições vendidas em dólares

Instituições apostam na queda da cotação da moeda norte-americana.

A XP realizou uma interessante pesquisa com 27 gestoras de fundos: Ace Capital, ARX, AZ Quest, Bahia Asset, Blue Line, BTG Pactual, Canvas, Claritas, Gap Asset, Garde, Ibiúna, Kairós, Legacy, Macro Capital, Mauá Capital, MZK, Novus, Occam, Opportunity, Pacífico, Perservera, SPX, Truxt, Vinci Partners, Vinland, Vintage e XP Asset, No mercado de câmbio, dando continuidade ao movimento que seguiu o enfraquecimento recente da moeda norte-americana, destaca a XP, em relatório, e tem aumentado a quantidade das instituições que apostam na queda do dólar e o constante aumento de posições vendidas, com a previsão média da cotação foi elevada de R$ 5,10 para R$ 5,20.

Embora o cenário ainda continue desfavorável para a economia brasileira, o importante é que houve redução no nível do pessimismo dos administradores. A projeção média para a contração do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzida, neste ano, com base nos dados econômicos divulgados ao longo de julho, com surpresas positivas para boa parte dos investidores. Depois de oito cortes seguidos da taxa Selic, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, deve promover a última redução, de 2,25% para 2,00% dos juros no atual ciclo de estímulo monetário a partir desta quarta-feira. Esta é a avaliação quase unânime de gestoras de fundos de estratégia multimercado macro, consultadas pela equipe de fundos, devendo permanecer nesse patamar pelo menos até dezembro.

A mediana das projeções para a inflação brasileira em 2020 teve leve ajuste de alta, de 1,50% para 1,60%, com mínima de 1,00% e máxima de 2,10% no ano. No que tange às estratégias de alocação das gestoras, a XP assinala que, assim como nos últimos meses, as principais posições entre os portfólios dos fundos seguem as apostas a favor da queda dos juros no Brasil, embora os vencimentos tenham migrado de vértices curtos para vértices médios/longo.

 

Balanço da Embraer foi pior que previsto

No semestre, o prejuízo líquido da empresa já soma R$ 2,9 bilhões, contra um resultado também negativo de R$ 134,7 milhões em igual comparação. Conforme destaca o UBS, o balanço da companhia foi pior do que as expectativas, com destaque para o Ebitda bem abaixo do esperado, assim como a queda nas vendas. Além disso, o dado divulgado anteriormente de fracos números de entrega, o baixo desempenho no trimestre não foi uma surpresa completa, mas sim a revisão adicional da base de custos no KC-390 também afetou os resultados”, avaliam os analistas do banco, que seguem com recomendação neutra para os ADRs da companhia.

 

XP recomenda compra de Gerdau

A Gerdau registrou um lucro líquido de R$ 315 milhões no segundo trimestre do ano, uma queda de 15% na comparação com igual período de 2019. Na mesma base de comparação, a receita líquida foi de R$ 8,745 bilhões, uma queda de 14%. O Ebitda ajustado somou R$ 1,318 bilhão, recuo de 16,25 ante abril e junho de 2019. Para os analistas da XP Invstimentos, a Gerdau reportou Ebitda 44% e 38% acima das nossas estimativas e as do consenso, respectivamente. Os principais destaques foram os volumes mais fortes nas unidades do Brasil, seguindo o aumento das exportações, e margens saudáveis em todas as linhas. O Fluxo de Caixa Livre foi de R$ 205 milhões no período devido aos esforços da companhia em garantir liquidez. A dívida líquida atingiu R$ 14,4 bilhões (de R$14,1 bilhões no 1T), enquanto a alavancagem, medida pela razão dívida Líquida/Ebitda, aumentou para 2,78 vezes, contra 2,55 vezes no 1T20, dada a alta do dólar. A recomendação da XP é de compra da ação.

 

Iguatemi 365 já conta com 280 marcas

Os analistas do Bradesco BBI elogiaram o Iguatemi 365, que pode agregar valor às operações da companhia. Essa iniciativa de comércio eletrônico atualmente conta com 280 marcas, sendo que 30% não estão presentes nos shoppings administrados pela empresa. Além disso, destacaram a estabilidade na taxa de ocupação nos seus shoppings, a redução dos custos e o resultado da inadimplência, que teve a influência na suspensão ou adiamento do pagamento de aluguéis. Reconhecem que embora a Iguatemi tenha reportado um resultado mais fraco, a empresa vem fazendo um bom trabalho reduzindo custos e despesas, na tentativa de amenizar o impacto da Covid-19. A companhia é “top pick” da instituição financeira para o setor, mas seus técnicos recomendam a venda de suas ações e estabeleceram preço-alvo em R$ 49.

 

Resultados das eólicas melhoram

O Credit Suisse considerou que os resultados da Omega Geração foram abaixo da expectativa, ressaltando que os seus parques eólicos tiveram uma produção menor que a esperada, apesar de ressaltar que a geração eólica é mais forte no segundo semestre. Além disso, acreditam que o principal gatilho para as ações depende principalmente de perspectivas de novo crescimento do portfólio, bem como de melhorias no desempenho operacional dos parques eólicos recentemente adquiridos.

A Omega Geração registrou um prejuízo líquido de R$ 30,7 milhões no segundo trimestre do ano, ante prejuízo de R$ 24,5 milhões entre abril e junho de 2019. A receita líquida ficou estável no período, em R$ 201,5 milhões. Já o Ebitda foi de R$ 108,1 milhões, alta de 26% na comparação anual. O Ebitda ajustado subiu 18,5%, para R$ 135,4 milhões.

 

Morgan considerou normal resultado do Pan

Na avaliação do Morgan Stanley, o resultado do Banco Pan veio em linha com as expectativas, reforçando que a queda no lucro no comparativo com o primeiro trimestre (recuo de 16%) é consequência do aumento das provisões para devedores duvidosos.

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