Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu, na noite desta segunda-feira, para a Segunda Turma da Corte, o pedido de habeas corpus (HC) apresentado em 2018 pelos advogados de defesa para anular a condenação de Lula. A alegação era suspeição do ex-juiz Sérgio Moro no caso, depois que ele aceitou o convite para ser ministro do governo Jair Bolsonaro.
Diante do vazamento das gravações e das revelações divulgadas pelo site The Intercept, de que Moro orientou o Ministério Público, por meio do procurador Deltan Dallagnol na acusação contra Lula, o STF poderá libertar o ex-presidente. No momento em que Gilmar Mendes pediu vistas, o placar parcial estava 2 a 0 contra a concessão do HC, com os votos dos ministros Edson Fachin (relator) e Cármen Lúcia. Além dele, ainda faltam votar os ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Aécio na justiça de MG
Gilmar também decidiu encaminhar para a Justiça Eleitoral de Belo Horizonte (MG) um inquérito instaurado no âmbito da delação da Odebrecht que investiga o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). A apuração diz respeito a supostos pagamentos realizados de forma dissimulada por meio de contratos fictícios que teriam beneficiado Aécio Neves visando à sua campanha à Presidência da República, em 2014. De acordo com colaboradores da Odebrecht, o valor inicial solicitado pelo tucano foi dividido em dois contratos de R$ 3 milhões cada – a primeira parte teria sido paga, mas a segunda não.
















